sábado, 17 de abril de 2021

Competências e habilidades na carreira em tempos incertos


Vivemos em um momento que as competências e habilidades que as organizações (de todos os tipos) pedem às pessoas que atuam em seu quadro ou que virão a atuar são cada vez mais complexas. 

Decidi, portanto, começar uma série de textos que tratam disso com o intuito de auxiliar as pessoas que estão um pouco perdidas com todas essas mudanças que estão ocorrendo no mercado de trabalho e gerenciamento da carreira.

Vamos lá?


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A grande dica inicial é que você precisa ter um propósito, uma missão ou causa - e que seja maior e externa a você. Comece pensando o porquê  de ter escolhido aquela carreira.



Pessoas contratadas pelas habilidades técnicas (hard skills) e demitidas pelas interpessoais (soft skills ou people skills) é muito comum. Se dedique a estudar de forma interdisciplinar e contínua, pois hard kills se aprendem por aí, mas as soft só interagindo com outros seres humanos.

 

Você sabe diferenciar hard skills de soft skills? Vou tentar explicar as características que diferem estes conceitos.

 

Se você tem conhecimento na área de gestão de recursos humanos ou gestão de pessoas, certamente já ouviu falar desses dois termos. Eles são muito utilizados na tentativa de separar o tipo de aptidão apresentado por cada profissional. Desta maneira, é possível realizar a avaliação de um colaborador de forma mais assertiva.

 

Tempos atrás, era comum que os recrutadores baseassem suas opiniões quase que exclusivamente nas habilidades conhecidas como hard skills. Porém, com o desenvolvimento do mercado de trabalho e o aumento das exigências que um profissional deve cumprir para ser considerado qualificado, as chamadas soft skills vêm ganhando relevância.

Tento aqui, elucidar a importância de sua aplicação dentro da empresa e como essas competências podem ser desenvolvidas. Confira!

 

O que são hard skills e soft skills

 

Entender o conceito dessas expressões é fundamental para avaliar a qualificação de um candidato para uma vaga ou mesmo para mensurar a importância de um colaborador.

 

A palavra "skills", traduzida do inglês, significa "habilidades". Assim, o entendimento de que ambos os conceitos falam sobre as aptidões de uma pessoa é intuitivo. Não é possível, porém, traduzir os termos completos de forma literal e, ao mesmo tempo, manter o seu significado.

 

As hard skills, por muito tempo, foram a principal fonte de análise de um profissional. Não é difícil entender o motivo. Por natureza, elas são habilidades profissionais que podem ser mensuradas de alguma forma. Por conta disso, são facilmente identificáveis, seja pela apresentação de um diploma ou pela proficiência em uma língua estrangeira.

 

Portanto, são as habilidades que podem ser facilmente aprendidas (e ensinadas) por meio de cursos, treinamentos, workshops e etc. De forma simples, podemos conceituá-las como as aptidões técnicas de um profissional. Sendo assim, vamos olhar alguns exemplos:

 

  • conhecimento em uma língua estrangeira;

  • graduação;

  • cursos técnicos;

  • mestrados e doutorados;

  • conhecimento na operação de máquinas e ferramentas;

  • habilidades ligadas à informática.

 

Por serem facilmente reconhecíveis, essas informações geralmente constam no currículo de qualquer candidato. Obviamente, as mais relevantes dependem das necessidades da empresa e do tipo de cargo a ser exercido pelo profissional.

 

As habilidades técnicas são certamente as mais fáceis de serem analisadas. Porém, com o desenvolvimento profissional, não contam mais com o mesmo apelo diferencial de outros tempos. 

 

Hoje, as soft skills recebem muita importância no processo seletivo. Vamos entendê-las!

 

Ao contrário das hard skills, as soft skills são mais difíceis de quantificar e reconhecer. Trata-se de habilidades sociocomportamentais, ligadas diretamente às aptidões mentais de um candidato e à capacidade de lidar positivamente com fatores emocionais.

 

As soft skills são difíceis de compreender uma vez que envolvem mais que um curso ou um certificado. Elas abrangem toda a experiência psicossocial de uma pessoa, o que também faz com que sejam habilidades mais complicadas de serem ensinadas ou assimiladas.

 

Sua importância na avaliação de um colaborador vem crescendo graças à mudança de paradigma ocorrida dentro das empresas nos últimos anos. De nada adianta contar com profissionais tecnicamente capacitados, mas que tenham dificuldade em lidar com ambientes de pressão ou de trabalho colaborativo. Vamos checar alguns exemplos:

 

  • empatia;

  • comunicação interpessoal;

  • capacidade de persuasão;

  • proatividade;

  • resolução de conflitos;

  • capacidade de trabalhar sob pressão;

  • senso de liderança;

  • capacidade analítica.

 

Pela dificuldade em serem comprovadas em um primeiro contato, essas competências costumam ser menos citadas em currículos, exigindo que o grupo de recrutadores seja capaz de identificá-las. A realização de dinâmicas de grupo é uma ferramenta muito utilizada para observar e avaliar soft skills.

 

Então, por serem as mais difíceis para qualquer profissional e para as empresas conseguirem pessoas com essas habilidades, devemos dedicar mais tempo a entendê-las e as desenvolver em nós mesmos.

 

Eu mesmo tento fazer isso diariamente. Não nasci pronto e tenho minhas fraquezas e dificuldades como qualquer humano. Mas tenho sempre a intenção de melhorar a cada dia. E você em sua carreira?


Prof. Alberto Claro



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