sábado, 23 de janeiro de 2021

Cidades Hospitaleiras

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É sempre  interessante falar sobre a cidade em que vivemos. Principalmente sendo uma cidade de costa e que sempre teve sua história e trajetória, tanto econômica, quanto social, cultural e esportiva muito ligada ao mar. Para além disso, nos dias de hoje, deve-se entender se ela é hospitaleira ou não. E a transformar por essa perspectiva.

Entender as cidades costeiras e a forma como podem ser mais hospitaleiras é um dos meus projetos de pesquisa enquanto docente na UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, que me leva sempre a tentar conhecer algumas cidades do mundo e olhar por meio delas determinados indicadores que podem ser aproveitados na nossa região.

                       

Sempre perguntamos qual cidade queremos ou desejamos. Isso acontece aqui e em qualquer lugar do planeta. É uma discussão cada vez mais presente, ainda mais quando vimos recentemente, durante a pandemia, cidades totalmente desertas. Outras já reavivando, até de uma forma desordenada e sem preocupação alguma com a saúde das pessoas. Importante entendermos a nossa região, o nosso país e discutir sobre a cidade que queremos para viver. É a partir do nosso “cantinho” que arrumamos todo o resto.



Normalmente, uma cidade é representada por um conjunto de três fatores: a população, a densidade populacional, ou seja, como que essa cidade é ocupada pelas pessoas e a legislação, que é a base para orientar os nossos costumes, as nossas práticas, nosso cotidiano.

A realidade que nós temos, no meio urbano hoje, é uma realidade que envolve conflitos entre classes, entre ocupação de espaço, veículos e pedestres, entre construções e o verde, poluição vs. atividade econômica. Conflitos pela polarização, situações extremas e, principalmente, quando se observa a moradia e as condições de vida dessa população vemos extremos acontecendo. Uma entropia, pois as pessoas ficam muito fechadas na sua rotina, naquele olhar para si mesmo e esquecem de ter ideias e soluções criativas que possam melhorar a condição de vida dessa população. Vamos olhar mais por meio das janelas dos carros e das varandas das casas?

A degradação contínua, em grande parte das cidades, por falta de zeladoria, por exemplo, bem como ausência de manutenção e preservação faz com que o ciclo de rejeição ao espaço público só cresça nessas localidades. Essa realidade se apresenta em muitos pontos pelo planeta em maior ou menor grau. Ao mesmo tempo surgem filósofos urbanos falando sobre as novas formas de cidades nas quais nós vamos viver daqui a um tempo, entre elas as cidades biónicas e designers tentando criar projetos arquitetônicos mutantes e casas construídas como se fossem cogumelos (entre outras formas). Há também a possibilidade de se criarem cidades flutuantes. Meio utópico não? Mas como não sonhar com lugares melhores para todos, não é mesmo?

Busco conhecer espaços de hospitalidade em cidades costeiras pelo mundo e encontrei ótimos exemplos nos quais ocorrem interconexões sustentáveis entre costa e oceano que eu acho fundamentais: estimular a coexistência de uma sociedade com possibilidade de geração de renda e empreendedorismo, turismo, segurança, gastronomia, hospedagem e infraestrutura, lazer, cultura, esportes, entretenimento, educação ambiental, criatividade, mobilidade e tecnologia.

Mas vamos pensar um pouquinho na cidade realmente ideal para a gente viver nela. Eu gostaria que você se perguntasse sobre isso. Quais são as práticas na cidade, o seu cotidiano e como é que você gostaria que ela fosse daqui para a frente? 

Qual a missão das nossas cidades? Porque elas precisam existir enquanto cidades? Estamos perdendo a nossa identidade como seres humanos em não tornar a nossa cidade mais humana. Ela precisa ser mais aprazível, mais interessante para quem a visita e para quem vive nela. Ou seja, mais hospitaleira!

O espaço que pertence a todos nós deve ter mais mobilidade, mais tecnologia, mais humanidade, mais interação. Participe da sua cidade! 

Me conte como!


Para saber mais assista aqui no YouTube uma palestra minha sobre o tema

Prof. Alberto Claro

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