terça-feira, 28 de julho de 2009

MEC dá 90 dias de prazo para instituições de ensino superior se regularizarem

Universidades e centros universitários têm problemas no corpo docente.
Sete delas ficam impedidas de abrir novos cursos.

O Ministério da Educação deu nesta segunda-feira (27) 90 dias de prazo para que 35 universidades e centros universitários regularizem suas situações com o órgão. De acordo com o MEC, as instituições têm problemas na composição do corpo docente. Sete delas também ficam proibidas de abrir novos cursos e de ampliar as vagas dos já existentes neste período.


De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, as universidades devem ter um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado e um terço dos professores em regime de tempo integral. Já os centros universitários devem contar com um quinto do corpo docente em regime de tempo integral e um terço, pelo menos, com mestrado ou doutorado.


Um primeiro levantamento, feito pelo MEC em 2007, mostrou que 123 instituições descumpriam a norma. Após notificação do ministério, 35 continuaram irregulares. São oito centros universitários em cinco estados e no DF e 20 universidades em oito estados.


Caso não cumpram o determinado pelo ministério, as instituições podem sofrer punições, como, por exemplo a redução de vagas ofertadas -chegando até ao descredenciamento. A lista das universidades e centros universitários com problemas pode ser vista no site do MEC.

Veja a lista completa aqui: Portal MEC

Fonte: G1

Aquisições fazem o grupo Iuni elevar ganho



O Iuni Educacional, grupo privado de ensino superior que atua nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País, registrou Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de 22,3% no ano passado, depois das aquisições realizadas pelo grupo.

Antes das nove incorporações concretizadas pelo IUNI, em 2008, a margem Ebitda era de 5%, bem abaixo da atual. De acordo com a diretoria do grupo, o resultado valida a filosofia de crescimento por meio de aquisições, adotada pelo IUNI nos últimos quatro anos para se posicionar como empresa consolidadora no segmento de ensino superior.
Fonte: DCI e CM Consultoria

Baixo número de candidatos leva universidade a cancelar turma de Jornalismo

Meu comentário: INFELIZMENTE ESTA SITUAÇÃO É MAIS CORRIQUEIRA DO QUE PARECE. o EXCESSO DE OFERTA DE VAGAS E CURSOS E A FALTA DE UM FINANCIAMENTO ADEQUADO PARA O ESTUDANTE.
Alberto

Baixo número de candidatos leva universidade a cancelar turma de Jornalismo
Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA

Por conta da baixa procura pelo curso de Comunicação Social no vestibular do segundo semestre de 2009, a Universidade de Uberaba (Uniube) cancelou a abertura de uma nova turma.

Com apenas 14 aprovados no processo seletivo, a coordenação do curso decidiu que "não era viável" a abertura de uma nova classe. "Com menos de trinta alunos não vale a pena", disse André Azevedo da Fonseca, diretor do curso de Comunicação Social da Universidade.
Segundo Fonseca, um dos motivos da pouca procura pelo curso da Universidade mineira foi a decisão do STF (Superior Tribunal Federal) que extinguiu a necessidade de diploma para exercício da profissão de jornalista. "Creio que essa medida tenha desestimulado alguns estudantes e isso deve repercutir em outras universidades", disse.

No entanto, ele salientou que, normalmente, o vestibular do 2º semestre da Universidade obtém menos inscrições que o do início do ano. Desse modo, segundo ele, a decisão do STF é a virtual responsável, mas uma série de fatores pode ter contribuído. A expectativa de Fonseca é que a situação se normalize no próximo processo de seleção.

O curso de Comunicação Social - com habilitação em Jornalismo - existe desde 1957 na faculdade de Uberaba, a princípio pertencia ao núcleo de Filosofia da instituição. Segundo o diretor, a Uniube prepara para 2011 a comemoração do Jubileu da primeira turma de Jornalismo formada pelo curso.

Fonte: Portal Imprensa

Vestibulandos do Anglo opinam sobre fazer faculdade em outra cidade

Perspectiva de sair de casa deixa família e candidato ansiosos.
Mudança implica em responsabilidades e amadurecimento pessoal.

Além da pressão para escolher o curso certo, o jovem que prestará vestibular em outra cidade tem ainda uma outra preocupação: morar sozinho pela primeira vez.

A mudança implica em assumir, muitas vezes, responsabilidades que antes cabiam aos pais, como cuidar da rotina da casa e de si próprio.

Vestibulandos da unidade Tamandaré do cursinho Anglo, na região central de São Paulo, comentaram a pedido do G1 o que acham da perspectiva de sair de casa para estudar em outra cidade.

Fonte: G1

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cursinhos pré-vestibular perdem até 80% dos alunos

Muito interessante este texto:

"Com apogeu nos anos 70 e 80, quando eram uma etapa quase indispensável para os que tinham o objetivo de seguir estudos universitários, os cursinhos encolheram.

Inexistem estatísticas oficiais sobre o setor, mas, após ouvir professores, empresários e consultores, a Folha apurou que os pré-vestibulares perderam de 70% a 80% das matrículas na comparação com a fase áurea.

O encolhimento é apenas a manifestação econômica da cultura que se constituía em elogio do saber enciclopédico, do chamado decoreba. Acabaram-se as aulas-show, em que professores inventavam paródias musicais para alunos memorizarem equações da cinemática, doenças causadas por protozoários, elementos químicos halógenos ou o número de pés no filo dos artrópodes.

Dono de uma consultoria educacional, Maurício Costa Berbel, aponta algumas causas. "Uma delas, certamente, foi o fato de os vestibulares das principais universidades e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terem aposentado a ideia de que o melhor candidato a uma vaga no ensino superior seja aquele com mais capacidade de memorização."

Em vez disso, passou-se a valorizar o raciocínio e a transdisciplinaridade "e essa é uma característica difícil de ser aprimorada em classes com mais de cem alunos, como era comum nos principais cursinhos", afirma o consultor.

Mas o fator principal da queda foi a proliferação dos cursos superiores particulares, que teve início em meados dos anos 90. Para dar uma ideia do tamanho da ampliação, há hoje 2.200 instituições de ensino superior nas quais ingressam por ano quase 1,5 milhão de alunos. No início dos anos 1970, as não mais de 200 universidades ofereciam 80 mil vagas por ano.

Realistas, alunos menos preparados se deram conta de que dificilmente entrariam nas disputadíssimas vagas de universidades públicas; era melhor ir direto para uma faculdade particular e poupar seis meses ou um ano de mensalidade de cursinho, afirma Berbel. Sintomaticamente, foram as turmas do período noturno, aquelas frequentadas pelo público obrigado a trabalhar durante o dia, as que mais sofreram com a mudança. Vários cursinhos já nem oferecem essa opção.

Em 2005, veio o ProUni (Programa Universidade para Todos), o qual, ao conceder vagas gratuitas em faculdades privadas para alunos de baixa renda, ampliando ainda mais a possibilidade de acesso ao ensino superior, trouxe mais dificuldades aos cursinhos. Desde sua criação, o ProUni já ofereceu 888 mil bolsas. Outro fator que contribuiu para a queda foi o advento dos chamados "cursinhos populares", a partir dos anos 90. Gratuitos ou com mensalidades que chegam a 1/ 10 do cobrado pelos tradicionais, eles geraram uma guerra de preços que acabou canibalizando o setor.

Quem ainda se dá bem no negócio dos cursos pré-vestibulares acabou reduzindo o número e o tamanho das turmas, focando-se em um público abonado, disposto a lutar por disputadíssimas vagas das melhores instituições, como medicina, engenharia e direito das universidades públicas.

Jorge Ovando, gerente de marketing do Intergraus -900 alunos por ano, anuidades que em alguns cursos ultrapassam os R$ 10 mil-, explica que a aposta do grupo é em classes pequenas, extensas cargas horárias (mais de 44 horas por semana), tratamento personalizado. Opção idêntica fez, por exemplo, o curso Poliedro.

Esse movimento não significa que os grupos empresariais que mantinham os cursinhos estejam em extinção. Ao longo das últimas três décadas eles diversificaram suas atividades. Boa parte se expandiu para atender também o ensino médio e o fundamental. Alguns se tornaram universidades (são de proprietários de antigos cursinhos algumas das maiores universidades do país). Exemplo disso é a Unip, que nasceu do cursinho Objetivo, com suas 130 mil matrículas (a USP tem 86 mil).

Procurado pela reportagem para falar sobre o encolhimento do cursinho, o Objetivo não quis se pronunciar."

Folha Online/CBJr.
Fonte: Midiamax

Outro texto sobre o tema: JCNET

Segurança nas Universidades

Acompanhamos diversos casos recentes de roubo de caixas eletrônicos dentro de universidades e faculdades, em Santos e Bragança Paulista.
O que era uma comodidade para o aluno e um serviço de conveniência para a instituição de ensino está se transformando em uma dor de cabeça para os gestores dessas IES.

domingo, 19 de julho de 2009

Universidade de Harvard venderá livros em formato eletrônico

A Harvard University Press, editora responsável pelas publicações da renomada universidade americana, anunciou nesta sexta-feira que vai oferecer mais de mil títulos de seu catálogo na internet, à venda em formato de livro eletrônico.


Bo Brasil, algumas editoras universitárias também já experimentam um formato diferente, com downloado gratuito, como a Editora Leopoldianum, pertencente à UniSantos.

Fonte: Terra Tecnologia

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Bom texto sobre Marketing Educacional

Sugiro a leitura do texto Desconstruindo o "Marketing Educacional" para Instituições de Ensino e fundando um novo conceito, de Rafael Villas Boas.

NO link: Mundo do Marketing

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nota 10! Atlético-MG fecha parceria com faculdade

O Atlético Mineiro não quer ver seus jogadores sem um futuro, quando estes pendurarem as chuteiras. A diretoria anunciou a parceira com o Grupo Soebras Associação Educativa do Brasil (Entidade mantenedora do Grupo Promove e das faculdades Kennedy).
As duas partes assinaram parceria que prevê educação nos ensinos fundamental, médio, pré-vestibular e superior para atletas das categorias profissional e de base, incluindo o futebol feminino.

Fonte: Futebol Interior

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Escola usa professor para promover produto

Escola usa professor para promover produto
Redes COC e Dom Bosco oferecem seus docentes para ações de marketing que incluem distribuição de brindes na volta às aulas

Escolas dizem que não cobram nada e que a ideia é agradar aos alunos e criar um envolvimento maior com as suas ações

As redes COC e Dom Bosco, que formam um dos maiores grupos educacionais do país, transformaram seus 4.800 professores em garotos-propaganda de empresas.
As escolas encaminharam ao mercado publicitário uma proposta de parceria na qual dizem que os professores -"promotores de sua marca"- podem atuar em ações de merchandising nas portas de vestibulares nas quais distribuem brindes patrocinados (como chocolates, sucos e chicletes) e vestem camisetas com as marcas.

Além disso, em sala de aula, os docentes podem dar produtos com cartões de boas-vindas na volta às aulas ou distribuir atividades extracurriculares no ensino infantil com o logotipo do patrocinador.

Recentemente, por exemplo, alunos do COC ganharam biscoitos recheados que acompanhavam um jogo de formar palavras trazendo impressa a marca da guloseima. Em outras ocasiões, fabricantes de chocolate distribuíram amostras com o objetivo de "dar energia" aos estudantes.

O SEB (Sistema Educacional Brasileiro), que reúne as duas redes e soma 27 unidades próprias e mais de mil associadas pelo país - afirma que não cobra nada do patrocinador e que é extremamente seletivo com os produtos parceiros.
Afirma que a ideia do projeto é agradar aos estudantes com a distribuição dos produtos, criando um envolvimento maior com ações da escola.

"É um merchandising sutil", diz Vagner Aguilar, diretor de marketing do grupo SEB, citando as ações que ocorrem nos vestibulares. "O aluno se sente amparado: "Que legal que a escola e essas empresas pensaram na minha prova"."
Para ser aprovada, conta Aguilar, a ação deve ter "contexto pedagógico" ou ser feita em ocasiões especiais, como "Dia dos Pais", início da primavera e a "volta às aulas".

O diretor de marketing da rede, que tem cerca de 400 mil alunos, diz que esse tipo de ação "funciona muito" para a marca e é boa para a escola, "pois coloca o aluno em contato com as novidades do mercado".
Ele diz, por exemplo, que em uma ação de Dia das Mães exigiu da "empresa parceira" (uma rede de cosméticos) a distribuição de miniaturas de um perfume que não estava ainda nas lojas. Para acompanhar a novidade, as crianças criariam um cartão comemorativo à data.

Mãe aprova
Vitor Paro, professor da Faculdade de Educação da USP, critica as ações do gênero e, em especial, o envolvimento dos professores.

"Isso só mostra como a profissão está degradada. É um absurdo. O que o professor fala em sala de aula é tido como verdade pelos alunos", afirma.
A fisioterapeuta Marcia Fernandes, 46, mãe de três alunos numa escola COC de Ribeirão Preto, discorda do educador e elogia a iniciativa.

"Quem não gosta de ganhar brinde? Outro dia, meus filhos ganharam uma bolachinha na escola que eu nunca tinha comprado. Gostei e fui ao supermercado para comprar mais."

O diretor de marketing do SEB afirma que as ações do grupo não são publicidade e que os professores da rede não recebem remuneração extra por participar delas.
"O business da escola é formar cidadãos. Não dá para vender produtos dentro da escola. Não distribuímos cupons de desconto, por exemplo", afirma Aguilar.

Fonte: Folha de São Paulo e CM

IMPRESSIONANTE, NÃO SOU TOTALMENTE CONTRA ESTA AÇÃO, MAS QUANDO UM PROFESSOR ASSUME A POSIÇÃO DE PROMOTOR DE PRODUTOS É POR QUE O OBJETIVO PRINCIPAL DE SUA ATUAÇÃO PODE SE DEGRADAR TOTALMENTE, POIS OS ALUNOS PASSAM A CONFUNDIR OS PAPÉIS DE "PROMOTER" E DE EDUCADOR. CUIDADO.

SEB compra Pueri Domus por R$ 41 milhões

Depois de um período de fracos negócios, o mercado de educação volta a ficar aquecido. Passados menos de 15 dias da compra da Kroton pelo fundo de private equity Advent, a instituição de ensino SEB - Sistema Educacional Brasileiro adquire por R$ 41 milhões a maior parte da rede do colégio e o sistema de ensino Pueri Domus, uma das instituições mais conhecidas de São Paulo. Desse total, R$ 32,8 milhões referem-se à aquisição propriamente dita e o restante é a dívida assumida pela SEB.

"O Pueri Domus é uma operação que se enquadra 100% ao perfil da SEB. É uma instituição que está localizada em uma capital, possui além do colégio um sistema de ensino e tem grande potencial para crescer", disse ao Valor Marco Rossi, diretor financeiro e de relações com investidores da SEB.

"No início não tinhamos a intenção de vender, mas nestes últimos dois anos fomos abordados por vários grupos nacionais e estrangeiros. Constatamos que se não fizéssemos parte de um grande grupo não conseguiríamos concorrer no mercado", disse Fernanda Semeoni, diretora geral e uma das filhas da fundadora do Pueri Domus, Beth Zocchio.

Com receita líquida de R$ 45 milhões em 2008, o Pueri Domus possui seis unidades, com 3,5 mil alunos matriculados. A SEB comprou as quatro maiores escolas, com 3,1 mil estudantes. As outras duas continuarão nas mãos da família Zocchio, que tem também negócios na área de intercâmbio estudantil.

A SEB pretende manter a marca Pueri Domus e investir, nos próximos dois ou três anos, cerca de R$ 5 milhões para modernização das quatro unidades, principalmente em equipamentos tecnológicos. O nome Pueri Domus também será mantido nas duas escolas que permanecem com a família Zocchio.

Além do colégio, a negociação envolveu o sistema de ensino Pueri Domus, que hoje atende a 45 mil alunos de 125 escolas privadas e seis municipais. "Acreditamos que em cinco anos será possível dobrar o número de alunos atendidos pelo sistema de ensino", diz Rossi.

Estima-se que o mercado brasileiro de ensino básico de escolas privadas seja formado por 7,1 milhões de alunos, sendo que apenas 30% têm aulas por meio de sistemas de ensino. Nas escolas públicas, os números são ainda mais expressivos. Segundo o diretor da SEB, somente 5% de um total de 25 milhões de alunos de escolas municipais têm aulas com apostilas.

A compra do Pueri Domus foi a principal aquisição da SEB na capital paulista, praça onde é mais conhecida pelo seu sistema de ensino COC. Outro fator que gerou interesse da SEB pelo Pueri Domus foi o público atendido pelo colégio. O valor médio das mensalidade dos alunos é de R$ 1,1 mil.

O Pueri Domus é a quarta aquisição da SEB somente neste ano e a 11ª desde a abertura de capital, em outubro de 2007. No total, a SEB já investiu mais de R$ 190 milhões em aquisições. O dinheiro para compra do Pueri Domus é proveniente de recursos próprios da SEB, que ainda tem outros R$ 100 milhões para novos investimentos.

Fonte: CM e Valor Economico

domingo, 5 de julho de 2009

Feira virtual com informações em 3 D sobre ensino superior

Uma rede de universidades em Portugal abriu na Internet uma feira virtual, que permite, através de uma plataforma tridimensional que representa um campus universitário, conhecer cursos, notas de acesso e outros serviços de mais de 100 instituições de ensino superior portuguesas.
Muito interessante esse aspecto, primeiro pelo fato da integração entre as instituições de ensino e segundo, pela conveniência gerada ao interessado em cursar um curso superior.

FONTE: AO Online

Experiências bem-sucedidas mostram como o mercado de capitais vem contribuindo para o desenvolvimento da educação no País

Em pouco mais de um ano, o mercado de ações brasileiro propiciou o investimento de R$ 1,9 bilhão em escolas, faculdades e universidades de todo o País. Entre março de 2007 e abril de 2008, o montante foi levantado por ofertas primárias (IPOs, na sigla em inglês) de quatro companhias do setor: Anhanguera Educacional, Estácio Participações, Kroton e Sistema Educacional Brasileiro (SEB). É o equivalente a 3,16% dos R$ 60,2 bilhões gastos pelo Ministério da Educação em 2007. O dinheiro serviu para a ampliação de vagas, criação de novos cursos, capacitação de professores, melhoria de infraestruturas e aquisições. E foram muitas compras. Levantamento da Fator Corretora aponta que esse grupo de S.As. realizou 34 operações de fusões e aquisições em 2008, movimentando R$ 652,4 milhões e atingindo mais de 146 mil alunos.

As instituições de capital aberto são apenas uma mostra do casamento feliz entre um setor carente de recursos e o mercado de capitais. Essa união ainda pode gerar muitos frutos, que vão além da emissão de ações em bolsa de valores. Ganham as empresas, com um leque maior de opções de captação; e os estudantes e seus familiares, com melhores condições de bancar a formação acadêmica. Quem vem colhendo bons resultados com uma modalidade ainda pouco explorada é a Ideal Invest, gestora independente de programas de crédito universitário privado. Ela cuida dos dois únicos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) voltados à educação.

O mais recente deles é o Crédito Universitário FIDC. Criado em janeiro de 2007, o veículo aplica seus recursos em direitos provenientes de contratos de Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Nessa modalidade, um banco empresta ao estudante e repassa os direitos creditórios ao fundo, que assume a condição de credor dos alunos. O nascimento desse produto se deve à falta de apetite dos bancos ao financiamento estudantil. “O FIDC funciona como um ‘colchão': nós compramos algumas carteiras de crédito dos bancos para dividir os riscos”, conta Oliver Mizne, diretor executivo da Ideal Invest. Com esse suporte, a empresa pretende convencer os bancos a conceder empréstimos com condições de pagamento bastante facilitadas aos estudantes, num programa que batizou de Pravaler.

O convênio, hoje estabelecido apenas com o banco ABC, auxilia 134 instituições de ensino superior, espalhadas por 160 municípios em 14 estados, e beneficia mais de 200 mil alunos. Dividindo o valor de seis mensalidades por um ano, por exemplo, o estudante paga no total um montante 20% maior. “O aluno continua pagando a faculdade depois de se formar. Geralmente, nesse caso, ele já estará bem colocado, com uma renda confortável para quitar a dívida”, diz Mizne. Desde setembro de 2006, o Pravaler destinou R$ 109 milhões para o parcelamento de mensalidades. É mais de um quarto dos R$ 400 milhões concedidos pelo governo federal em 2008 aos programas de crédito estudantil existentes, o Prouni e o Fies. Ao contrário dos congêneres estatais, o Pravaler não exige comprovação de carência de recursos, nem que o aluno tenha cursado o ensino médio em escola pública.

As instituições de ensino, por sua vez, são atendidas pelo Ideal Educação, que existe desde 2004. Com patrimônio de R$ 65 milhões, o FIDC conta com investidores parrudos, como a Gávea Investimentos e a Pragma Patrimônio. O Ideal adianta o recebimento de mensalidades a taxas de desconto que variam de acordo com o volume, o prazo da transação e as garantias — entre Selic + 3% e Selic + 20% ao ano. Em 2007, o Ibmec do Rio de Janeiro obteve R$ 11 milhões com o fundo. De posse dessa verba, a instituição construiu um novo campus. Uma faculdade do Sul do País cedeu ao Ideal Educação mais de 10 mil boletos de mensalidade em troca de R$ 40 milhões, que foram usados, em grande parte, para quitar dívidas. No total, o fundo injetou mais de R$ 300 milhões no setor.

Bolsa-Escola — Captações ainda mais vistosas aconteceram no passado recente, durante o boom de IPOs. De olho em uma fonte de recursos mais barata, a Anhanguera Educacional fez sua oferta pública inicial em março de 2007. No mesmo ano, aproveitando a farta liquidez internacional, vieram Kroton, Estácio e SEB. Boa parte dos R$ 935,1 milhões obtidos pela Anhanguera no IPO e na oferta subseqüente — que levantou cerca de R$ 500 milhões, em 2008 — foi usada na compra de equipamentos, melhorias em infraestrutura e treinamentos. Mas o grosso dos recursos, sem dúvida, foi empregado na consolidação do setor. Foram mais de R$ 600 milhões desembolsados em aquisições no Centro-Sul do País. O SEB foi o segundo que mais abriu a carteira na ida às compras. Gastou R$ 125 milhões para arrematar dez unidades de ensino. A Kroton investiu cerca de R$ 105 milhões, e a Estácio liberou R$ 77 milhões para as compras.

As unidades de ensino também crescem a olhos vistos. De dezembro de 2006 ao mesmo mês de 2008, a Anhanguera passou de 13 campi operacionais para 52. A quantidade de alunos matriculados na graduação mais que sextuplicou: de 24,5 mil para 157,2 mil, em igual período. A quantidade de alunos da Kroton ficou quase três vezes maior de 2007 a 2008 — de 15 mil para 42 mil. O SEB possuía, em dezembro do ano passado, 51 mil, ante os 21 mil de 12 meses antes. A vida de companhia aberta alçou o SEB a outro patamar competitivo, conta Marco Rossi, diretor financeiro e de Relações com Investidores (RI). De 2004 a 2007, a empresa crescia na média anual de 14%. No ano seguinte, o faturamento saltou 105%.

Para José Augusto Teixeira, diretor de planejamento e RI da Anhanguera, os ganhos de se abrir o capital transcendem os números. “A interação com o mercado de capitais só ajudou a disciplinar a empresa e a melhorar a sua eficiência”, diz. Os benefícios se estendem a todo o segmento. “Com o apoio de investidores, essas instituições conseguem levar ensino de qualidade a muitas cidades e a preços acessíveis, ajudando a suprir a crescente demanda por mão-de-obra qualificada.” Ao adquirir, por
R$ 80 milhões, a LFG, especializada em cursos de pós-graduação a distância, em outubro passado, a Anhanguera tornou-se o maior grupo de educação privada nacional. Teixeira diz que o ganho de escala possibilitou à instituição paulista baixar o valor dos cursos. Em dezembro de 2006, a mensalidade média do grupo estava em R$ 477, 6,7% mais que os R$ 445 de 24 meses depois. “A consolidação do setor, no fim das contas, traz custos mais palatáveis aos estudantes”, assegura Teixeira, da Anhanguera. Um “bolsa-escola” para ninguém botar defeito.

Inadimplência, evasão e crise no caminho
Para especialistas, o casamento entre educação e mercado de capitais continuará harmonioso em 2009, embora o ritmo de aquisições tenda a diminuir. A crise também se abateu sobre o setor. Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), acredita em uma diminuição de 50% nesse tipo de operação. “As fusões e aquisições que ocorrerem serão de instituições menores buscando sobreviver nessa conjuntura”, opina.

Outro ponto que preocupa as empresas é o aumento de atrasos no pagamento de mensalidades e a atração de novos alunos nos processos seletivos. Segundo dados do Semesp, 40% das associadas relataram queda de até 30% no número de rematrículas e ingressos. Projeções do sindicato indicam elevação no índice de inadimplência de 22,3%, em 2008, para 25%, neste ano.

Alícia Figueiró Pinheiro, vice-presidente executiva e diretora de RI da Kroton, vê esse movimento como natural. “Alguns alunos que passam no vestibular desistem de se matricular porque têm medo de perder o emprego e não poder pagar os estudos.” A saída para as empresas, diz Alícia, é se apoiar nas parcerias de crédito estudantil, para facilitar a vida do aluno, investir no crescimento orgânico das unidades e fazer aquisições de modo mais seletivo.

Matéria cedida pela Revista Capital Aberto - Edição de Maio/2009
Por Silvio Muto
12.05.2009
Fonte: BOVESPA

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Achei muito interessante esta ação:

"Com o objetivo de orientar os pais sobre a longa trajetória de estudos e as oportunidades profissionais em cada um dos cursos de graduação - comunicação social, administração, design e relações internacionais -, a ESPM convida para um café da manhã enquanto os candidatos encaram as questões do vestibular de meio do ano. O intuito é apresentar também um pouco mais o ambiente ESPM e colocar à disposição os professores e diretores para esclarecer todas as dúvidas relacionadas a carreira e a esta nova etapa da vida.

A iniciativa é reflexo de uma constante preocupação dos pais em participar da trajetória acadêmica dos filhos. "É importante esse acompanhamento da família, principalmente nesta fase de transição do ensino médio para o superior, em que tudo é novo e desafiador", explica o psicólogo e professor da ESPM, Pedro de Santi.

A programação terá início às 8h e, durante o tempo de prova, os pais conhecerão parte da infraestrutura que os filhos desfrutarão ao longo dos quatro anos, assim como os laboratórios de fotografia, som e imagem, internet e retail lab - o primeiro laboratório de varejo do País."

Fonte: Portal Fator Brasil

Campanha do Vestibular da Católica UniSantos 2008

Campanha do Vestibular da Católica UniSantos 2008. Muito criativos os filmes desta campanha. Assistam:


Fonte: Católica UniSantos

Agência3 divulga cursos de curta duração da FGV


“Aprenda num dia e coloque em prática no outro” é o conceito da campanha assinada pela Agência3 para o CADEMP FGV – Cursos de Curta Duração oferecidos pela instituição de ensino. As imagens mostram dois cenários. Metade é uma sala de aula, a outra um escritório. No meio, executivos caminham entre os ambientes exemplificando o conceito.

A criação é de Durval Filho e Rodrigo Gal, com direção de criação de Álvaro Rodrigues e Luís Claudio Salvestroni. Fotografia do Studio do Cais. Atendimento de Ingrid Lagrotta e Diane Kienen e mídia de Veruska Lages e Elton Baesso. Aprovação de Prof. Ricardo Spinelli, Marcos Facó, Prof. Helios Malebranche, Prof. Fernando Salgado, Darliny Amorim e Bianca Escobar.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=82293
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