quarta-feira, 28 de março de 2007

Teorias sobre Estratégia

Este espaço é para os alunos do Mestrado em Gestão de Negócios, da Universidade Católica de Santos - Unisantos, postarem a sua análise com relação às Teorias sobre Estratégia, que estão sendo estudadas na disciplina Marketing Estratégico.
Análise das abordagens Clássica, Evolucionária, Processual e Sistêmica.
Análise de organizações que possuem estas abordagens.
Análise dos prós e contras de cada abordagem.

7 comentários:

  1. UNISANTOS – Universidade Católica de Santos
    Mestrado em Gestão de Negócios
    Marketing estratégico
    Prof. Dr. Alberto Claro
    Mestrandos: Leonardo Souza
    Marco Antonio Sampaio
    Pérsio Belluomini Moraes



    BASEADO NO TEXTO “O QUE É ESTRATÉGIA” (Whittington)


    I. DEFINIÇÕES

    ABORDAGEM CLÁSSICA:
    Concepção da estratégia associada a processos racionais, utilitaristas e deliberados, tendo como objetivo principal a maximização dos lucros de forma a aumentar as vantagens competitivas das organizações.

    ABORDAGEM EVOLUCIONÁRIA
    Considera que é o ambiente que seleciona a empresa, enfatizando a adaptação organizacional, mantendo o objetivo continuo da maximização de lucros.

    ABORDAGEM PROCESSUAL
    A estratégia é um processo emergente que será descoberto durante a ação (capacidade de criar e renovar recursos distintos) e atenderá interesses pluralistas e não apenas a maximização dos lucros.

    ABORDAGEM SISTEMICA
    Estratégia deve ser vista do ponto de vista sociológico, enfatizando o ambiente externo, e seus objetivos e suas formas de concepção/implementação estão relacionadas com as características sociais dos estrategistas, e da ambiente em torno, atendendo interesses pluralistas, não possuindo interesses puramente econômicos.


    II. EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO

    CLASSICA
    Na visão do grupo, a abordagem clássica se dá na implementação de uma política estratégica corporativa ou no lançamento de um novo produto ou serviço no mercado. Isto se dá em virtude de que, normalmente as decisões, normas e condutas são tomadas por uma pessoa ou um grupo reduzido de pessoas, que estabelecem as diretrizes, determinam sua operacionalização, normalmente visando a maximização de resultados.

    EVOLUCIONÁRIA
    Ela se dá em negócios ou produtos/serviços que já tenham experiência com o seu mercado e necessitem se adaptar as novas realidades ou vislumbre uma oportunidade de um novo nicho, objetivando a maximização dos lucros e deixando que o mercado os guie.

    PROCESSUAL
    Ela também se dá em negócios ou produtos/serviços que já tenham experiência com o seu mercado, porém estejam enfrentando momentos de turbulência (novos entrantes, produtos substitutos, governos, sociedade, etc..) e precisem “fincar” uma imagem positiva para poderem sobreviver neste contexto.

    SISTEMICA
    Ela se dá em situações em que a empresa possua uma cultura organizacional que permita esse processo de revisão, de negociação, interação entre as pessoas (empowerment).

    III. PRÓS E CONTRAS

    CLASSICA
    PRÓS: Rapidez, não demanda estrutura
    CONTRAS: Suscetível a erros, Desperdiça talentos

    EVOLUCIONARIA
    PRÓS: Se adapta ao ambiente, curva de experiência
    CONTRAS: Excessiva exposição ao mercado, resultado medido pelo mercado

    PROCESSUAL
    PRÓS: Agilidade
    CONTRAS: Demanda muita percepção e sensibilidade com mercado

    SISTEMICA
    PRÓS: Envolvimento Organizacional
    CONTRAS: Necessidade de foco forte e cultura empresarial

    IV. CONCLUSÃO

    No entendimento do grupo, não existe “a melhor” abordagem, e sim que a aplicação destas abordagens é situacional, transacional e temporal, ou seja, numa mesma organização podem ser adotadas abordagens diferentes, dependendo da necessidade e do momento vivido.

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  2. Marcus / Eduardo / Joséqua mar 28, 12:06:00 PM 2007

    Programa de Mestrado em Gestão de Negócios
    Linha de Pesquisa: Estratégia e Competitividade






    Resenha:
    Aula 28.março.2007










    Disciplina:

    MARKETING ESTRATÉGICO

    Profa. Dr. Alberto Claro




    Mestrandos: Eduardo Wilson Assêncio
    José Romanucci Neto
    Marcus Teixeira Penteado

    Santos – Março 2007.

    Abordagem Clássica

    O que é
    È a visão em que os resultados organizacionais são obtidos através da execução de estratégias de longo prazo, estabelecidas em função de um planejamento racional, considerando que as pessoas (homem econômico racional) são suficientemente hábeis para traçar cenários, prever situações, alocar recursos necessários, definirem planos para atingimento de objetivos.

    Exemplos de Utilização
    Empresas industriais (Votorantin, Alcan, Souza Cruz)

    Prós
    Valoriza a capacidade dos gerentes na definição estratégica (motivador);

    Contras
    É criticada pela falta de sabedoria prática, uma vez que considera cenários de longo prazo que raramente se concretizam;
    É pouco flexível às realidades de curto prazo.

    Conclusão
    É a origem das demais abordagens, e sua racionalidade propicia a definição de modelos estruturados de análise, planejamento e acompanhamento das estratégias.




    Abordagem Evolucionária

    O que é
    Considera que as estratégias não podem ser definidas com clareza no longo prazo, pela limitação da capacidade das pessoas em traçar cenários e planejar o futuro (incerto). Desqualifica o fator humano interno como capaz de propor soluções. As soluções vêm do mercado, que atua com seletividade, eliminando os fracos como no conceito de sobrevivência das espécies (Darwin). As estratégias enfatizam as medidas de sobrevivência de curto prazo, ajustando-se ao ambiente em que operam (mercado).

    Exemplos de Utilização
    Empresas que produzem soluções de rede de internet (Yahoo, Google, etc.)


    Prós
    Valoriza muito o cliente, ficando muito atento às suas demandas;

    Contras
    É fatalista¸ o que desestimula a decisão e formulação de estratégias

    Conclusão
    A estratégia evolucionista poderia se constituir numa ilusão perigosa. O importante é a busca de uma abundância de diferentes iniciativas inovadoras das quais o ambiente possa selecionar a melhor, permitindo à empresa estar preparada para o “que vier”.



    Abordagem Processual

    O que é
    Fundamenta-se no ponto em que a estratégia viabiliza a ação e entende que é esta combinação, associada ao aprendizado contínuo (erros e acertos), que permitirá a sobrevivência da organização. Não atribui demasiada importância à precisão da estratégia, mas valoriza mais a sua existência intrínseca da mesma, pois é a estratégia que impulsiona a ação e a ação, seguida de análise, gera aprendizado, e por sua vez, novas estratégias. Valorizam o curto prazo como os evolucionistas, porém não são perfeccionistas como clássicos, respeitando a imprevisibilidade do mercado e o fator humano como capaz de criar as estratégias. A adaptabilidade contínua às exigências do mercado são as bases de sobrevivência para os processualistas.

    Exemplos de Utilização
    Empresas de soluções de software

    Prós
    Simplifica a realidade em algo com que os gerentes possam realmente lidar;
    Pelo fato de não ser perfeccionista, estimula a criatividade e iniciativa;
    A estratégia pode emergir retrospectivamente, não precedendo a ação; Cultivar cuidadosamente as competências internas.

    Contras
    Tendência de desprezar cenários de longo prazo e de avaliação abordando contexto global.


    Conclusão
    Considerando esses princípios e as suas implicações, as estratégias das empresas não seriam escolhidas, mas sim programadas. Programadas para “satisfazer” os interesses da organização em busca de uma “calma organizacional” que não coincide necessariamente com o “maximizar o lucro”.



    Abordagem Sistêmica

    O que é
    Valoriza o contexto social em que a empresa está inserida. A empresa conserva fatores sociológicos intrínsecos à sua origem, independentemente de alcançar amplitude multinacional. As estratégias desenvolvem-se em contexto cultural e econômico, onde fatores históricos, religiosos, etc., onde os indivíduos, capazes de definir estratégias estão isentos ou imparciais. A visão sistêmica, desta forma, desafia a universalidade de um modelo estratégico.

    Exemplos de Utilização
    Empresas de origem Alemã, Japonesa (mantém a identidade cultural apesar de multinacionais)

    Prós
    Segundo os sistêmicos, o planejamento formal clássico é útil e necessário para legitimar as estratégias empresaria frente à sociedade a elite dominante.

    Contras
    Limita a ação globalizada das estratégias pela suas influências locais.
    Entretanto, a diversidade das práticas econômicas contemporâneas e a complexidade dos ambientes, exigem uma sensibilidade sistêmica na formulação de estratégias realmente competitivas. Supor que concorrentes que vêm de ambientes e realidade diferentes estejam agindo com estratégias semelhantes pode constituir-se num erro leviano e substancial.

    Conclusão
    Nesse sentido, a abordagem sistêmica entende que as estratégias devem ser “sociologicamente eficientes”. Não há muito que inventar: jogue pelas regras locais.

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  3. Análise do texto O que é estratégia, Whittington.


    I – ABORDAGEM CLÁSSICA:

    • O que é:
    A lucratividade é o objetivo supremo das empresas e o planejamento racional e orientado para o futuro é o meio para obtê-la. As vantagens devem ser maximizadas em longo prazo a partir do domínio dos ambientes internos e externos.
    Com origem no militarismo, seus primeiros sinais como teoria surgem nos anos 60 com Alfred Chandler (1962), Igor Ansoff (1965) e Alfred Sloan (1963), este ex-presidente da General Motors. Estes autores estabeleceram as características principais da abordagem:

    o O apego à análise racional;
    o O distanciamento entre concepção e execução e
    o Compromisso com a maximização dos lucros.

    Suas premissas básicas estabelecem na figura do CEO o controle que se traduzem como ordens para que os outros executem. Daí a confiança depositada no corpo gerencial para execução do planejamento.

    • Exemplos de utilização:
    Indústrias de base – siderurgia e de energia – petróleo.

    • Pós:
    Visão de longo prazo estabelece investimentos na mesma ordem que agradam o mercado financeiro que olha por segurança e estabilidade.
    Decisões se previstas no planejamento.
    Ampla literatura teórica e farta divulgação.

    • Contras:
    Distância entre planejadores e executores. Os gestores, responsáveis pela execução, podem contribuir com ajustes ao planejamento que dão maior velocidade ao processo de implantação além de estabelecer maior comprometimento e motivação.

    • Conclusão:
    A escola clássica é importante na organização do pensamento estratégico e por estabelecer metodologias que foram capazes de viabilizar implantações em grandes organizações com disciplina e respeito aos recursos financeiros e aos cronogramas.


    II – ABORDAGEM EVOLUCIONISTA:

    • O que é:
    É o modelo de planejamento estratégico apoiado em inovações selecionadas pelo ambiente externo. Consideram o futuro muito volátil, imprevisível de ser planejado e extremamente caro. Por isso acreditam que a melhor estratégia é concentrar-se na maximização de chances de sobrevivência.

    • Exemplos de utilização:
    3M, IBM, GE, Grupo Accor, Intel, Microsoft.

    • Pós:
    É a criação de soluções novas, livres de concorrentes e por isso altamente rentável.

    • Contras:
    Esperar que os mercados garantam a maximização dos lucros. Acreditam mais no acaso e na boa sorte do que em uma escolha estratégica.




    • Conclusão:
    Portanto, a perspectiva de longo prazo, segundo este modelo, cai por terra, surgindo a atenção aos novos movimentos de mercado, a adaptabilidade a mercados emergentes e a novos competidores. Talvez a General Electric seja um exemplo ou até um ícone deste modelo que, de fabricante de bens duráveis transformou-se em uma empresa de serviços. Jamais poderia prever tal fato, mas determinou um estratégia que foi capaz de aproveitar oportunidades e gerar desempenho melhor que seus concorrentes.


    III – ABORDAGEM PROCESSUAL:

    • O que é:
    Neste modelo, parte-se do mesmo princípio dos evolucionistas, mas com grande prudência sobre a crença inabalável de que o mercado seja suficiente para garantir o desenvolvimento. Os processualistas defendem disciplina da aplicação das atividades que levarão ao objetivo desejado, pois tanto as empresas como os mercados são movimentos desordenados e caóticos.
    Enxergam a estratégia como um processo emergente de aprendizado e adaptação.

    • Exemplos de utilização:
    Empresas de médio porte, familiares, nacionais sem tradição em planejamento estratégico.

    • Pós:
    Envolvimento do quadro gerencial nos ajustes necessários ao planejamento, de forma a estabelecer comprometimentos políticos e não apenas pela maximização dos lucros.

    • Contras:
    Permitir que as influencias oriundas do contexto social tomem parte proporcionalmente maior que a necessária para se produzir e colocar em rumo um planejamento equilibrado e viável.

    • Conclusão:
    Trata-se de uma abordagem contemporânea, elaborada e alinhada com o os perfis tanto dos mercados como dos agentes envolvidos no processo do planejamento e da execução.

    IV – SISTÊMICA

    • O que é:
    A abordagem sistêmica prevê que formas e metas do desenvolvimento de estratégias dependem do contexto. As culturas anglo-saxônicas dos EUA e UK tendem a produzir soluções individualistas sugerindo que as opções estratégicas podem ser realizadas, bastando para isso a determinação interna. Em outras culturas, os recursos do Estado tornam-se indispensáveis (França, Alemanha e Japão) para realização dos objetivos previstos nos planejamentos ou, no caso do mundo muçulmano fundamentalista, a trajetória prevista no planejamento “depende de Deus”, enquanto que, para os chineses, a explicação está na combinação entre sorte e destino e assim por diante.

    • Exemplos de utilização:
    Reestruturação da Nissan que demoliu as estruturas quase “feudais” existentes em seu organograma.
    Wal-Mart ao incorporar redes no México e no Brasil. A empresa decidiu manter as marcas regionais a fim de tornar a aquisição quase que imperceptível aos clientes.

    • Pós:
    Respeito às culturas regionais e às preferências dos consumidores

    • Contras:
    Permitir que certas características prejudiciais ao desenvolvimento da empresa, permaneçam apenas por uma questão de manutenção de cultura interna.

    • Conclusão:
    As ideologias que orientam a estratégia em diferentes países podem ser fortemente influenciadas por diferentes tradições culturais no mundo.

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  4. Aparecida H. Dias
    Camila Papa Lopes
    Maria Inês Riva

    ABORDAGENS DA ESTRATÉGIA - WHITTINGTON

    DEFINIÇÕES

    Abordagem clássica

    Associada a processos racionais, utilitaristas, deliberados, a abordagem clássica denomina a estratégia como um processo abrangente e detalhado de coleta de informações e planejamento a longo prazo sobre a organização e seu ambiente externo, uma forma racional de cálculos e análises, para maximizar lucros e obter vantagem competitiva a longo prazo. É representada por estudiosos como Igor Ansoff, Michael Porter, Chandler e Sloan.

    Abordagem Evolucionária

    Esta abordagem considera a estratégia e o planejamento como ferramentas irrelevantes, pelo fato de não se ter previsões ambientais exatas, então a estratégia é basicamente o ajuste ao mercado. Ainda que considere a maximização de lucros, esta abordagem destaca a força do mercado em detrimento das escolhas gerenciais para nortear a organização, considerando que as estratégias deliberadas não são suficientes para garantir a vantagem competitiva perante os mercados mutáveis. É representada por estudiosos como Freeman, Boeker e Hannan.

    Abordagem Processual

    Visualiza a estratégia como uma força móvel, que deve variar de acordo com o comportamento do mercado, não podendo ser de longo prazo por ser limitada a capacidade cognitiva da ação humana, onde os indivíduos não são capazes de analisar diversos fatores de uma vez, além de considerar que as organizações são formadas por eles e cada um possui interesses próprios, com a tendência a procurar soluções que sejam convenientes a todos. Esta abordagem entende a estratégia como algo que ocorre durante a ação, para a maximização dos lucros e alcance de outros objetivos simultaneamente. Desta forma, a estratégia não deriva do posicionamento da organização no mercado, mas alia à sua capacidade de criação e renovação de recursos, se adaptando bem com burocracias protegidas, sejam públicas ou privadas, que necessitam que o processo da estratégia considere diversos fatores e atores sociais.




    Abordagem Sistêmica

    Esta abordagem entende a estratégia é uma força que deve ser implementada de acordo com o sistema social no qual se insere seu processo de desenvolvimento. Possui visão mais otimista por em relação às análises racionais e estratégias globais. Nesta abordagem, a estratégia deve ser determinada pelo ponto de vista sociológico, com ênfase no ambiente externo, onde o processo é racional, porém com objetivos pluralísticos, além da maximização de lucros. Seus estudiosos são Whitley e Whittington.

    EXEMPLOS

    Clássica

    Polaroid – empresas de máquinas fotográficas que imprimem as fotos em tempo real. Usou da abordagem clássica para se posicionar no mercado, oferecendo a fotografia instantânea (hipótese: descuidando-se dos concorrentes que ingressam no mercado com uma tecnologia mais avançada – máquina digital)



    Evolucionária

    Empresas de tecnologia de informação – Intel, que a todo momento precisa atualizar sua tecnologia e instrumentos para garantir sua competitividade. Telecomunicações – NEC.
    3M.

    Processual

    Postos de saúde – empresas que possuem diversas visões e objetivos, cada indivíduo com seus propósitos, visando chegar aos objetivos empresariais.

    Sistêmica

    Planos de saúde de hospitais locais - Empresas de seguros, que devem oferecer o seguro adequado às necessidades locais e ao perfil do seu público.


    PRÓS

    Clássica

    • Uma vantagem da clássica é que a empresa pode posicionar a sua atuação, sua imagem e o seu produto no mercado a longo prazo.
    • Por ignorar as complexidades organizacionais internas, permite o desenvolvimento da lógica racional cujas fórmulas matemáticas prometem um horizonte planejado e seguro.

    Evolucionária

    • Uma empresa pode abrir uma unidade de negócio para aproveitar um momento propício ao desenvolvimento de seu produto no mercado.
    • Imediatismo

    Processual

    • Promove interação e lealdade das pessoas na empresa
    • Permite feedback a respeito do mercado
    • Por ser composta e considerar as várias visões, pode direcionar os objetivos a conquista de novos nichos de mercado

    Sistêmica

    • Por ser composta de uma visão sociológica, estabelece um vínculo com o sistema social em que está inserido, adequando produtos, o que garante vantagem competitiva.
    • Direcionada ao ambiente onde atua.

    CONTRAS

    Clássica

    • Porém, o que parece ser uma vantagem pode se tornar contraditório porque o planejamento a longo prazo faz com que essa definição de posicionamento do produto não acompanhe a evolução do mercado no dia-a-dia.
    • Falta de sabedoria prática, distanciamento da realidade dos formuladores da estratégia.
    • Essa abordagem ignora o mercado e as mudanças constantes, permitindo a ação do concorrente, contra-atacando com produtos similares, mais adequados às necessidades ao tempo em que elas vão ocorrendo.

    Evolucionária

    • Os gestores devem ter grandes competências para acompanhar as modificações do mercado o tempo todo e transformá-las em vantagens.
    • Imediatismo

    Processual

    • Buscam sempre oportunidades fáceis
    • Desprezam a capacidade inovadora e a divisão global do negócio

    Sistêmica

    • Não permite alcance global, à medida que atua localmente.
    • Não existe plano de ação único.
    • Sempre deverá criar uma estratégia para cada local onde irá atuar, considerando também o aspecto social.

    CONCLUSÃO
    Clássica
    A maioria das empresas seguramente sofre a força de mercado. A sua dimensão passa a determinar o peso da sua consideração no planejamento estratégico, sendo que as mudanças de condições podem alterar o cenário da competição e estabelecer uma nova relação, onde a empresa pode se adequar ou não. Para tanto, é fundamental o conhecimento e análise dos fatores ambientais no planejamento para que possa representar uma vantagem competitiva.
    Evolucionária
    A empresa evolucionária é imediatista, o que pode render oportunidades, mas também não a permite atuar a longo prazo num mesmo segmento sem a busca de novos entrantes
    Processual
    Por se ambientar sempre ao comportamento de mercado e considerar o indivíduo, é uma abordagem que entende o comportamento do mercado a partir da visão individual.
    Sistêmica
    Por ser adequada ao ambiente social em que se insere, ela não atua globalmente, sendo demasiado genérica e direcionada. Determina o atendimento às necessidades de um público específico, porém não consegue atuar com vários segmentos.
    Conclusão Geral
    As empresas podem mudar a abordagem estratégica, e devem fazer isso, para se adequar às exigências do mercado sem perder seu foco, mantendo sua cultura.

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  5. Mestrandos: Adriana Bortolin, Fernando Alcalde, Ricardo Pastore

    Análise do texto O que é estratégia, Whittington.


    I – ABORDAGEM CLÁSSICA:

    • O que é:
    A lucratividade é o objetivo supremo das empresas e o planejamento racional e orientado para o futuro é o meio para obtê-la. As vantagens devem ser maximizadas em longo prazo a partir do domínio dos ambientes internos e externos.
    Com origem no militarismo, seus primeiros sinais como teoria surgem nos anos 60 com Alfred Chandler (1962), Igor Ansoff (1965) e Alfred Sloan (1963), este ex-presidente da General Motors. Estes autores estabeleceram as características principais da abordagem:

    o O apego à análise racional;
    o O distanciamento entre concepção e execução e
    o Compromisso com a maximização dos lucros.

    Suas premissas básicas estabelecem na figura do CEO o controle que se traduzem como ordens para que os outros executem. Daí a confiança depositada no corpo gerencial para execução do planejamento.

    • Exemplos de utilização:
    Indústrias de base – siderurgia e de energia – petróleo.

    • Pós:
    Visão de longo prazo estabelece investimentos na mesma ordem que agradam o mercado financeiro que olha por segurança e estabilidade.
    Decisões se previstas no planejamento.
    Ampla literatura teórica e farta divulgação.

    • Contras:
    Distância entre planejadores e executores. Os gestores, responsáveis pela execução, podem contribuir com ajustes ao planejamento que dão maior velocidade ao processo de implantação além de estabelecer maior comprometimento e motivação.

    • Conclusão:
    A escola clássica é importante na organização do pensamento estratégico e por estabelecer metodologias que foram capazes de viabilizar implantações em grandes organizações com disciplina e respeito aos recursos financeiros e aos cronogramas.


    II – ABORDAGEM EVOLUCIONISTA:

    • O que é:
    É o modelo de planejamento estratégico apoiado em inovações selecionadas pelo ambiente externo. Consideram o futuro muito volátil, imprevisível de ser planejado e extremamente caro. Por isso acreditam que a melhor estratégia é concentrar-se na maximização de chances de sobrevivência.

    • Exemplos de utilização:
    3M, IBM, GE, Grupo Accor, Intel, Microsoft.

    • Pós:
    É a criação de soluções novas, livres de concorrentes e por isso altamente rentável.

    • Contras:
    Esperar que os mercados garantam a maximização dos lucros. Acreditam mais no acaso e na boa sorte do que em uma escolha estratégica.




    • Conclusão:
    Portanto, a perspectiva de longo prazo, segundo este modelo, cai por terra, surgindo a atenção aos novos movimentos de mercado, a adaptabilidade a mercados emergentes e a novos competidores. Talvez a General Electric seja um exemplo ou até um ícone deste modelo que, de fabricante de bens duráveis transformou-se em uma empresa de serviços. Jamais poderia prever tal fato, mas determinou um estratégia que foi capaz de aproveitar oportunidades e gerar desempenho melhor que seus concorrentes.


    III – ABORDAGEM PROCESSUAL:

    • O que é:
    Neste modelo, parte-se do mesmo princípio dos evolucionistas, mas com grande prudência sobre a crença inabalável de que o mercado seja suficiente para garantir o desenvolvimento. Os processualistas defendem disciplina da aplicação das atividades que levarão ao objetivo desejado, pois tanto as empresas como os mercados são movimentos desordenados e caóticos.
    Enxergam a estratégia como um processo emergente de aprendizado e adaptação.

    • Exemplos de utilização:
    Empresas de médio porte, familiares, nacionais sem tradição em planejamento estratégico.

    • Pós:
    Envolvimento do quadro gerencial nos ajustes necessários ao planejamento, de forma a estabelecer comprometimentos políticos e não apenas pela maximização dos lucros.

    • Contras:
    Permitir que as influencias oriundas do contexto social tomem parte proporcionalmente maior que a necessária para se produzir e colocar em rumo um planejamento equilibrado e viável.

    • Conclusão:
    Trata-se de uma abordagem contemporânea, elaborada e alinhada com o os perfis tanto dos mercados como dos agentes envolvidos no processo do planejamento e da execução.

    IV – SISTÊMICA

    • O que é:
    A abordagem sistêmica prevê que formas e metas do desenvolvimento de estratégias dependem do contexto. As culturas anglo-saxônicas dos EUA e UK tendem a produzir soluções individualistas sugerindo que as opções estratégicas podem ser realizadas, bastando para isso a determinação interna. Em outras culturas, os recursos do Estado tornam-se indispensáveis (França, Alemanha e Japão) para realização dos objetivos previstos nos planejamentos ou, no caso do mundo muçulmano fundamentalista, a trajetória prevista no planejamento “depende de Deus”, enquanto que, para os chineses, a explicação está na combinação entre sorte e destino e assim por diante.

    • Exemplos de utilização:
    Reestruturação da Nissan que demoliu as estruturas quase “feudais” existentes em seu organograma.
    Wal-Mart ao incorporar redes no México e no Brasil. A empresa decidiu manter as marcas regionais a fim de tornar a aquisição quase que imperceptível aos clientes.

    • Pós:
    Respeito às culturas regionais e às preferências dos consumidores

    • Contras:
    Permitir que certas características prejudiciais ao desenvolvimento da empresa, permaneçam apenas por uma questão de manutenção de cultura interna.

    • Conclusão:
    As ideologias que orientam a estratégia em diferentes países podem ser fortemente influenciadas por diferentes tradições culturais no mundo.

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  6. Pessoal, é isso aí.
    Gostaria que lessem os que os colegas escreveram e se desejarem curticar ou sugerir, fiquem à vontade.
    Alberto Claro

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  7. Andreia Maria Bertoter abr 03, 11:10:00 PM 2007

    Não estive neste aula, mas, com o conteúdo exposto pelos colegas da turma, consegui absorver de forma clara e prática "o que é estratégia" e que não há uma estratégia única e que é a melhor para utilização, o que temos são várias formas de usar a estratégia, e que, a cada momento de uma empresa, serviço ou mesmo de produtos, onde devemos nos utilizar de um dos tipos, o que melhor se adequar aquele momento, período ou fase. O que as empresas não podem e não devem fazer é não pensar estrategicamente, e, colocar suas estratégias de forma clara a todos os envolvidos.
    Parabéns aos colegas, alguns mais práticos, outros mais conceituais, mas, todos com idéias semelhantes.

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