terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Entrevista com o professor Dr. Alberto Claro, sobre MARKETING EDUCACIONAO, por Marcello Chamusca, do Portal RP-BAHIA

Marketing Educacional? Claro. Boa idéia!
Entrevista com o professor Dr. Alberto Claro, sobre MARKETING EDUCACIONAO, por Marcello Chamusca, do Portal RP-BAHIA

veja o site do Portal RP-BAHIA: http://www.rp-bahia.com.br/revista/index.htm

José Alberto Carvalho dos Santos Claro, o professor Alberto Claro, é graduado em administração e especialista em gestão empresarial e de negócios, pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Mestre em administração e doutor em comunicação pela UMESP - Universidade Metodista de São Paulo. Tem muitos artigos publicados em congressos nacionais como o Intercom, Enangrad e Internacionais como o CLADEA, ENANPAD e ALAIC. Atualmente ministra as disciplinas relativas à área de marketing na Pós-graduação da Universidade Católicade Santos - UniSantos, além de ser coordenador geral dos programas de pós graduação (lato sensu/especialização e MBAs) da mesma Universidade. Também é professor convidado do MBA em Marketing da ESPM do Rio de Janeiro. Mantém um site na Internet bastante informativo que pode ser acesado a partir do endereço: www.albertoclaro.pro.br.
O professor Alberto Claro, que já atuou no mercado de trabalho como consultor de marketing para grandes empreendimentos como a UNICRED, braço financeiro da UNIMED, está atualmente se dedicando a projetos na área do marketing educacional, área da qual falará com muita propriedade na entrevista que se segue, concedida com exclusividade à RP em Revista.
RP-BAHIA: Como o senhor ver a utilização dos conceitos de Marketing nos ambientes educacionais?
ALBERTO CLARO: O conceito de marketing, apesar de bem discutido nos últimos anos, ainda é objeto de desconhecimento por parte dos diversos gestores de empresas, dos mais variados ramos, acentuando-se essa situação ainda mais no ramo educacional. Essa dificuldade se baseia até nas próprias características desses dirigentes, oriundos muito mais da área de educação e da pedagogia do que propriamente da área de administração.A preocupação com a profissionalização dessas Instituições somente agora foi colocada na pauta das mantenedoras. Somente nos últimos anos que houve um aumento do interesse da profissionalização dessas equipes, em virtude do acirramento da concorrência e também da possibilidade da abertura desse mercado a empresas estrangeiras, que virão com uma estrutura altamente profissionalizada e aguçada para tratar com a gestão do ensino superior. A simples utilização da palavra marketing já causa certa ojeriza nos atuais dirigentes das Instituições de Ensino Brasileiras, que a partir deste momento chamarei de uma forma genérica de “IEB”, por que a sua utilização é confundida com um fundo simplesmente comercial, o que não é totalmente verdade, pois essa palavrinha tida como mágica no mundo dos negócios, simplesmente significa melhorar o relacionamento com seus stakeholders.
RP-BAHIA: O que é Marketing educacional?
ALBERTO CLARO: Os autores se referem a marketing como um processo social, subentende-se que existem relacionamentos ocorrendo, entre os grupos ou pessoas descritos no conceito. Podemos transcrever isso para a realidade da Educação, como sendo um emaranhado de relacionamentos entre Instituições de Ensino, alunos, docentes, pesquisadores e funcionários, além da comunidade, que deveria ter o poder de interferir nos caminhos da Educação, pois, é interferida pela forma com que ela é passada a quem a procura.Mais à frente ele diz que esses grupos obtêm aquilo que necessitam e desejam, logicamente, hoje, pela exigência da sociedade e do mercado de trabalho, alguém que não possui, por exemplo, um curso de nível superior, com certeza, já está fora do mercado de trabalho da Era do Conhecimento, da qual falaremos mais à frente, alijado de uma possibilidade de ascensão social, mesmo que um diploma de graduação já não signifique o que significou décadas atrás. Essas necessidades e desejos estão sendo satisfeitos através da criação e oferta de cada vez mais cursos nas mais diversas modalidades e formações, alguns com valor agregado, outros simplesmente, com um cunho comercial bem escancarado, para ser sincero.
RP-BAHIA: O que o senhor acha do conceito de Transmarketing?
ALBERTO CLARO: Sinceramente, nada contra neologismos ou conceitos inovadores que apareçam para enriquecer as atividades profissionais, mas muitos dos conceitos altamente "inovadores" de hoje, já se econtram nas leituras básicas dos autores clássicos sobre o assunto.
Conforme seu prefixo, ‘trans’, significa ‘movimento para além de’, ‘posição para além de’. Transmarketing, então, é o que está além do Marketing, fora dele, antes e depois dele. Mas isso já é feito pelas organizações na hora de montar o seu planejamento estratégico. Muitas vezes as pessoas confundem Marketing com vendas, e Relações Públicas com "apaga-incêndios". Esse é um conceito míope, que deveria ser corrigido para a idéia que coloquei anteriormente, ou seja: o objetivo de qualquer empresa é a construção de relacionamentos, portanto, tanto Marketing, quanto RP se focam nessa atividade.
RP-BAHIA: O senhor acha possível a relação harmoniosa Marketing-Relações Públicas no ambiente das organizações?
ALBERTO CLARO: Deveria ser uma relação bem amistosa, já que considero como premissa básica das atividades de marketing a construção de relacionamentos com os diversos públicos que uma organização possui, portanto, as estratégias mercadológicas independente ou não das ferramentas ou táticas utilizadas deveriam estar sempre calcadas na atuação de Relações Públicas, pois os profissionais desta área é que dominam os traquejos e a técnica necessária para esta construção. A questão é os feudos serem derrubados e todos trabalharem em conjunto, mas isso só é possível com os objetivos claros para todos, e aí a situação deve ser proporcionada por quem comanda estas organizações.
RP-BAHIA: O senhor gostaria de fazer alguma consideração ou complementação às questões anteriores que acredite ser pertinente a nossa discussão?
ALBERTO CLARO: Sim, em relação ao marketing educacional. Percebo a necessidade da sociedade perder o pré-conceito com relação á utilização dessa estratégia pelas IEBs. E espero que mais pessoas iniciem o estudo nessa área.

Entidades desenvolvem trabalho social

Entidades desenvolvem trabalho social
Entrevista do Prof. Alberto Claro, sobre as ações do Terceiro Setor



Entidades desenvolvem trabalho social
Da Sucursal de São Vicente

SUZANA FONSECA

Embora não se tenha ao certo o número de Organizações Não-Governamentais
(Ongs) que atuam em São Vicente, a maioria desenvolve ações sociais junto à comunidade. Pelo menos 57 estão registradas no Conselho Municipal de Assistência Social da Cidade. Já as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), de acordo com o Ministério da Justiça, são oito.
  Em locais onde o Poder Público e a iniciativa privada não chegam, os representantes do terceiro setor são fundamentais para evitar o aparecimento do quarto setor: o crime organizado.
  Apesar de geralmente contarem com parcos recursos e a boa vontade de voluntários para atender às necessidades de parcelas carentes da população, as ONGs desempenham papéis que, a princípio, caberiam ao Estado prover ou dar condições às pessoas de obterem: alimentam, dão roupas, assistência jurídica, oferecem creches para as mães que precisam trabalhar e encaminham adolescentes e jovens, capacitando-os através de cursos profissionalizantes.
  ‘‘Às vezes, a própria comunidade cria essas organizações para cuidar dos próprios problemas’’, observa o coordenador dos cursos de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da Universidade Católica de Santos (UniSantos), José Alberto Carvalho dos Santos Claro.
  Essas organizações, como explica o coordenador, acabam sendo criadas junto a igrejas e sindicatos. ‘‘Elas são importantes para suprir as deficiências do Estado na hora de atender às necessidades da população’’.

Quarto setor  Justamente em locais onde a presença do Poder Público e da iniciativa privada é pouco visível ou inexistente é que as ONGs são ainda mais importantes. Como adverte Claro, quando esses três setores não ocupam espaços na comunidade é que surge o crime organizado.
  ‘‘Nesse caso, quem provê soluções para a comunidade é o líder do tráfico’’, explica o coordenador, acrescentando que por essa razão é importante a interação entre os três primeiros setores.
  De olho nessas comunidades carentes é que foi fundada, há 32 anos, a Associação Presbiteriana de Ação Social Reverendo Elcias Alves de Melo, da Igreja Presbiteriana de São Vicente. Se o nome é grande, maior ainda o alcance social dos trabalhos desenvolvidos pela entidade, mantenedora do Lar Criança Feliz.
  O alvo é a família cuja renda per capita (por pessoa) seja de meio salário mínimo
(R$ 150,00) e as mães trabalhem. ‘‘Damos atendimento a crianças em idade escolar e creche, adolescentes e jovens’’, conta a assistente social da entidade, Eliana Xavier Oliveira Valentim.
  A associação possui três unidades, cada uma em um bairro da Cidade: Vila Margarida, Centro e Parque São Vicente. Crianças de 3 a 5 anos são atendidas nas creches; as que estão em idade escolar participam de cursos, como artesanato e informática, e os adolescentes e jovens freqüentam cursos profissionalizantes. Ao todo, 500 pessoas são atendidas.
Ajuda  O Lar Criança Feliz é classificado como Oscip e recebe ajuda da Prefeitura, que cede professores e é responsável pela entrega da merenda oferecida aos alunos. Apesar de contar com a ajuda de voluntários, 30 pessoas que trabalham na entidade são contratadas em regime celetista. ‘‘Somos pagos pela instituição’’, afirma
Eliana.
  Já um exemplo de ONG, que não tem ajuda do Poder Público, é a Casa de Acolhida São Francisco de Assis, localizada na Vila Voturuá. Neste local, cerca de 60 voluntários se revezam para cozinhar e servir moradores de rua, que todos os dias fazem fila à espera de um prato de comida.
  Enquanto um cuida de crianças e jovens, enquanto as mães saem em busca do sustento da casa, o outro está voltado para pessoas mais velhas, sem emprego e, na maioria das vezes, sem casa.
Oscips na Cidade
Associação Cellula Mater
Fundação Primeira de São Vicente para o Desenvolvimento Cultural, Científico e de Prestação de Serviços (Fundasv)
Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro
Associação dos Artistas
Associação em Defesa da Saúde e da Família de São Vicente (Adesaf)
Associação Vicentina de Assistência à Saúde e Cidadania (Avisa)
Ilê Orixá Igá — Centro de Estudos Esótericos Afro-Brasileiro
Instituto Amigos da Guarda Municipal (IAGM)
Fonte: Ministério da Justiça

Leia também:
» Terceiro setor emprega mil trabalhadores
» Organizações atuam no meio ambiente
» Participação começou nos anos 40
» Agenda 21 critica a falta de profissionalismo nas Oscipis
    http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=218709&opr=121
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