Santos Quinta-Feira  9 de Setembro de 2010
  Menu
  Principal
  ÁREA RESTRITA
  Cadastro
  Esqueceu a Senha?
  Dicas de uso
  Sobre o Professor
  FALE COMIGO
  Comentários?

  Produção Científica
  Artigos - Periódicos
  Autoria - Livros
  Tese Doutorado
  Artigos - Congressos
  Citado por

  CONSULTORIA
  Consultoria em Marketing
  Palestras -Eventos
  Clippings Marketing
  Dicionário de Marketing

  EM TEMPO REAL
  Twitter
  Na Mídia
  Blog
  YouTube
  Enquete
  Professor Online
  Fórum

  Grupo de Pesquisa CNPq
  COMPET (RMBS)
Busca no Site - Contato com o Professor Alberto Claro

Na Mídia  
Porto precisa ser melhor divulgado, dizem professores
Entrevista do Prof. Alberto Claro, ao Jornal A Tribuna de Santos, sobre o problema de comunicação do Porto de Santos com a Comunidade.

Link da Notícia: http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=329305&opr=307

 

 

Terça-Feira, 20 de Novembro de 2007, 08:26

Porto precisa ser melhor divulgado, dizem professores

Da Redação


Representantes de universidades da Baixada Santista avaliam que o Porto de Santos precisa ser melhor divulgado para que a população perceba os benefícios da atividade portuária à região. A análise é de professores que se disseram ‘‘chocados’’ com, por exemplo, o fato de 72,8% dos consultados no estudo O Porto e a Comunidade, realizado pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), não saberem qual a movimentação do complexo.
  
‘‘Confesso que fiquei chocada com isso. Uma região que gira praticamente em torno do porto... tem alguma coisa errada. Ou os fatos não chegam a todos os meios, de forma que todos tenham acesso à informação, ou está faltando um pouco mais de interesse da população’’, disse a coordenadora pedagógica da Faculdade de Tecnologia de São Vicente (Fatef-Fortec), Luciane Fátima Orrego.
  
A mesma reação teve a acadêmica em relação ao dado de que 62,4% declararam ter entrado ao menos uma vez na área portuária. Ou seja, quase 40% da população da Baixada não conhecem o porto. ‘‘O porto não se comunica com a Cidade. Tanto a Codesp como os terminais só informam o que interessa a eles, quando se bate um recorde ou quando há ganhos pontuais, mas efetivamente as ações, o que se faz no dia-a-dia, isso é muito mal comunicado’’, considera Luciane.
  
A falta de integração entre o complexo portuário e os municípios também foi destacada pela a bióloga e professora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Selma Dzimidas Rodrigues. Mas ela não se surpreendeu com o desconhecimento sobre o cotidiano do cais. ‘‘Esse é um fenômeno comum. Nas regiões onde a economia gira em torno de uma empresa — nesse caso, o porto —, somente quem trabalha nela a conhece’’.
  
Para Selma, somente com programas voltados à comunidade, é possível mudar esse cenário. ‘‘Falo da minha própria experiência. A Unesp só tem suas ações conhecidas nas cidades onde mantém um hospital, um serviço social. Nos campi onde não há essas atividades, a população sabe da sua importância, a respeita, mas não a conhece’’.

PROBLEMAS

Para o coordenador-geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da Universidade Católica de Santos (UniSantos), José Alberto Carvalho dos Santos Claro, o que mais chamou atenção na pesquisa IPAT foi o fato de a comunidade perceber mais os problemas que o porto traz do que os benefícios. Para 2% dos entrevistados, o porto ‘‘atrapalha’’ a Baixada, outros 16,3% não têm uma posição definida sobre o assunto pois afirmaram que ‘‘ajuda e atrapalha’’.
  
‘‘Acho que o porto deveria fazer um trabalho de imagem, tanto a Codesp como os demais terminais. Alguns sindicatos sabem fazer isso muito bem, como o Settaport (Sindicato dos Trabalhadores em Terminais Portuários), que tem um canal de televisão. Não conheço experiências similares. Essa nova diretoria da Codesp parece estar mais preocupada com a questão’’, considera Claro, para quem um bom plano de comunicação é uma das formas de melhorar a imagem do complexo, destaca Claro, para quem as ações de divulgação até existem, mas são isoladas, não ocorrendo de forma institucionalizada.

CONTRADIÇÃO

Outro dado do estudo aparentemente contradiz a falta de conhecimento da comunidade em relação ao porto. O levantamento do IPAT detectou uma vasta produção de livros, trabalhos de conclusão de curso (TCCs), monografias, além de registros em revistas e demais publicações que trataram do Porto de Santos, em bibliotecas, faculdades, universidades e acervos públicos.
  
‘‘É uma falha não só em relação ao aspecto portuário. É um problema generalizado da produção acadêmica. A pesquisa é feita, fundamentada, só que fica numa prateleira de biblioteca, às vezes só um outro pesquisador vai aproveitar. Existe um hiato entre a produção acadêmica e a população. Então essa literatura precisa ser ‘traduzida’ para o linguajar do senso comum’’, avalia Claro.

DESTAQUES


O Porto e a Comunidade é a terceira das quatro pesquisas previstas para o projeto Porto Universidade, promovido pelo Instituto Metropolitano de Pesquisas Acadêmicas e Consultoria Técnica e Operacional (Impacto). A entidade reúne as 16 universidades e estabelecimentos de ensino superior do Litoral de São Paulo. O projeto é realizado pelo Instituto de Pesquisa A Tribuna (IPAT), com o patrocínio das operadoras portuárias Santos-Brasil, Rodrimar, Libra Terminais e Tecondi.

Próximas etapas

O Porto Universidade já realizou duas pesquisas — O Mercado de Trabalho no Porto de Santos e Impacto Econômico do Porto de Santos na Baixada Santista. O próximo estudo terá como tema O Porto do Futuro — Como será o Porto de Santos em 2017.

 



Atalhos da página
Editar Ver imagens no álbum.
Editar Imprimir esta página.
Editar Mandar link para um amigo.

© Todos os direitos reservados. All rights reserved. albertoclaro@albertoclaro.pro.br - albertoclaro arrouba albertoclaro ponto pro ponto br
Tecnologia e-Solution Backsite