quarta-feira, 17 de julho de 2013

Novidades na programação do I CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

imageEm dezembro ocorrerá o I CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS, organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais.

Elaboro este post para auxiliar na divulgação de Grupos de Trabalho, Mesas Redondas e Mini-cursos Aprovados pela Comissão Científica para integrar a programação do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais.

 

I CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

Abrindo Caminho nos Estudos Organizacionais

Grupos de Trabalho Aprovados*

Grupo de Trabalho

Identificação

Coordenadores

GT1

A Teoria da Atividade como Alternativa para Análise Cultural da Organização

Liliane Canopf (UTFPR), Marcio Pascoal Cassandre (UNESPAR-FECEA) e Yára Lúcia Mazziotti Bulgacov (UP)

GT2

A Vida Social Organizada em Perspectiva

Alexandre de Pádua Carrieri (UFMG), Eloisio Moulin de Souza (UFES) e Elisa Yoshie Ichikawa (UEM)

GT3

Autogestão e Práticas Coletivas de Trabalho

Ana Carolina Guerra (UNIFAL), Daniel Calbino Pinheiro (IFMG), Dimitri Toledo (UFMG) e Fabio Bittencourt Meira (UFRGS)

GT4

Múltiplas formas de poder e controle no cotidiano das organizações

Alexandre Reis Rosa (UFES), Cintia Rodrigues Oliveira Medeiros (UFU), Eduardo Loebel (UFU), Roseli Morena Porto (FGV/EAESP) e Valdir Machado Valadão Júnior (UFU)

GT5

Organização e Práxis Libertadora

Maria Ceci Misoczky (UFRGS), Sueli Goulart (UFRGS), Rafael  Kruter Flores (UFRGS) e Steffen Böhm (University of Essex)

GT6

Poder, Trabalho e Subjetividade

José Henrique de Faria (UFPR) e Deise Luiza da Silva Ferraz (UFMG)

GT7

Políticas Públicas e Organização do Campo da Cultura

Rosimeri Carvalho da Silva (UFRGS), Eloise H. Livramento Dellagnelo (UFSC) e José Márcio Barros (PUC MG)

GT8

Sexualidades, Trabalhos e Organizações

Amanda Zauli (UnB), Luiz Alex Silva Saraiva (UFMG) e Marcus Vinícius Soares Siqueira (UnB)

Mesas Redondas Aprovadas*

Mesas Redondas

Identificação

Componentes

MR1

Epistemologias e Metodologias em Estudos Organizacionais

Ariston Azevedo (UFRGS), Fábio Vizeu (UNIGRANRIO), Francis Kanashiro Meneghetti – Mediador (UTFPR) e José Henrique de Faria (UFPR)

MR2

Gêneros, Raças, Sexualidades: Além do Politicamente Correto nas Organizações

Amanda Zauli (UnB), Elisa Yoshie Ichikawa (UEM), Eloísio Moulin de Souza (UFES), Luiz Alex Silva Saraiva (UFMG) e Marcus Vinícius Soares Siqueira (UnB) – Mediador

Mini-Cursos Aprovados*

Mini-Cursos

Identificação

Instrutores

MC1

Epistemologia Crítica e Metodologia em Estudos Organizacionais

José Henrique de Faria (UFPR)

MC2

História e Memória em Estudos Organizacionais no Brasil, Desafios e Possibilidades

Fabio Vizeu (UNIGRANRIO), Alessandra Sá Mello da Costa (PUC RJ) e Denise Franca Barros (UNIGRANRIO)

MC3

Instituições e Redes para Análise Organizacional

Sandro Aparecido Gonçalves (UFPR), Marcio Jacometti (UTFPR) e Marcos de Castro (UNICENTRO)

A comissão informa que a segunda convocatória, que tanto apresentará a chamada de artigos para os grupos de trabalho, quanto apresentará os descritores dos grupos de trabalho, mesas redondas e mini-cursos, estão abaixo.

 

I CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

Abrindo Caminho nos Estudos Organizacionais

Segunda Convocatória

 

A Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais (SBEO),  junto com a Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e Secretariado Executivo da Universidade Federal do Ceará (FEACC/UFC), convocam os associados da SBEO e os pesquisadores interessados pelos estudos organizacionais a participarem do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais (CBEO), que será realizado na Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e Secretariado Executivo da UFC, na cidade de  Fortaleza, Ceará, Brasil, de 11 a 13 de dezembro de 2013. Seu tema será “Abrindo Caminhos nos Estudos Organizacionais”.

Tendo em vista a resposta dos pesquisadores à primeira convocatória do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais, convidamos os associados da SBEO, bem como pesquisadores interessados em participar do evento, a apresentar artigos aos seguintes grupos de trabalho:

I. Grupos de Trabalho

Grupo de Trabalho 1

A Teoria da Atividade como Alternativa para Análise Cultural da Organização

Coordenadores

Liliane Canopf (UTFPR)

Marcio Pascoal Cassandre (UNESPAR-FECEA)

Yára Lúcia Mazziotti Bulgacov (UP)

Descritor

Nesta proposição o conceito de prática social é baseado na Psicologia Sócio-Histórica e Cultural russa iniciada nas décadas de 1920 e 1930, de Vigotski, Lúria e Leontiev (CASSANDRE; BULGACOV; CAMARGO, 2011) e de forma específica na Teoria da Atividade, que é uma linha teórica e de pesquisa interdisciplinar que se diferencia das propostas sociológicas das "Teorias da Prática" sustentadas por autores como Bordieu, Giddens, Taylor, Foucault entre outros (Reckwitz, 2002). E organização é concebida como um fenômeno social, concreto, histórico e dialético, um elemento da sociedade que está sempre em estado de tornar-se, produto do processo de construção social; sistemas de causalidade intersubjetiva, com densos processos cotidianos que se interconectam em vozes, lugares e momentos diferentes, em que as partes contêm o todo e são lugares de residência de atividade, ação, produção de subjetividade e produção de processos organizacionais (Spink, 2001). Coloca-se ênfase ao mesmo tempo no processo pelo qual uma forma organizacional específica é criada, nos mecanismos pelos quais ela se mantém e na sua contínua reconstrução (Benson,1983). A concepção de homem é complexa, social e histórica uma vez que sua própria organização corporal "contém a necessidade de entrar em uma relação ativa com o mundo exterior, para existir deve atuar, ao influir no mundo exterior o modifica, com isso se modifica a si mesmo, assim o homem é modificado pela sua atividade, a qual está condicionada pelo nível já alcançado no desenvolvimento de seus meios e formas de organização" (Leontiev, 1971). Nesta relação, a consciência não é apriorística mas desenvolvida a partir de condições concretas, produto de um processo de apropriação e objetivação. Partindo desses pressupostos se propõe uma discussão conceitual e metodológica de uma alternativa de análise histórica e cultural da organização, compreendendo prática social enquanto sistema coletivo de atividade mediado por dimensões históricas e culturais.

Grupo de trabalho 2

A Vida Social Organizada em Perspectiva

Coordenadores

Alexandre de Pádua Carrieri (UFMG)

Eloisio Moulin de Souza (UFES)

Elisa Yoshie Ichikawa (UEM)

Descritor

O objetivo deste grupo de trabalho é abrigar estudos que versem sobre a vida social organizada, gerando debates acerca do desafio que ela representa aos discursos reforçados pelo gerencialismo presente no mainstream da teoria organizacional. Dentro do escopo deste grupo de trabalho, consideramos não só as práticas de sujeitos inseridos em organizações, mas também de sujeitos que fazem parte da vida social organizada, o que nos abre possibilidades para refletir acerca das práticas cotidianas de sujeitos que não necessariamente participam do “lugar” planejado pela teoria organizacional hegemônica. Ainda em termos de escopo, este grupo objetiva receber trabalhos com posicionamentos críticos em relação aos discursos do gerencialismo, mas não define, a priori, perspectivas teóricas, visto que a diversidade de abordagens é bem vinda e é fundamental para o aprofundamento dos debates. Nossos temas de interesse são: cotidiano; práticas; discursos; poder e resistência; história e memória; e estratégia como prática social.

Grupo de Trabalho 3

Autogestão e Práticas Coletivas de Trabalho

Coordenadores

Ana Carolina Guerra (UNIFAL)

Daniel Calbino Pinheiro (IFMG)

Dimitri Toledo (UFMG)

Fabio Bittencourt Meira (UFRGS)

Descritor

O objetivo deste GT é abrigar estudos sobre a temática da autogestão tanto aplicada nas unidades produtivas quanto na gestão de organizações e formas de trabalho na sociedade. A proposta é uma experiência autogestionária no formato de oficina coletiva, para fomentar trabalho coletivo em eventos científicos. Todos os envolvidos compartilharão as decisões: avaliações, discussão e decisões quanto às sessões e condução dos debates. Em termos operacionais, propõem-se reuniões virtuais dos envolvidos e um sistema de avaliação rotativo, em que todos os envolvidos avaliam e selecionam trabalhos. O GT “Autogestão e Práticas Coletivas de Trabalho” incentiva a submissão de trabalhos nas temáticas: autogestão, trabalho associado e trabalho coletivo. Serão bem vindas as pesquisas empíricas e ensaios teóricos que abordem autogestão, organização de coletivos de trabalho, economia solidária e outros fenômenos relacionados à temática do GT.

Grupo de trabalho 4

Múltiplas formas de poder e controle no cotidiano das organizações

Coordenadores

Alexandre Reis Rosa (UFES)

Cintia Rodrigues Oliveira Medeiros (UFU)

Eduardo Loebel (UFU)

Roseli Morena Porto (FGV/EAESP)

Valdir Machado Valadão Júnior (UFU)

Descritor

A organização social do trabalho e as condições impostas por corporações que compõem o sistema capitalista têm sido estudadas, tradicionalmente, como inevitáveis estruturas de dominação decorrentes do processo de racionalização que, consequentemente, deterioram as condições da vida humana em diferentes níveis (Faria, 2004). Tais condições também têm sido estudadas a partir de perspectivas que pressupõem a existência de complexos processos de trabalho (Sewell, 1998). Por essa via, há interações entre indivíduos e grupos no cotidiano organizacional (Townley, 1993; Ezzamel e Willmott, 1998) que incorporam controle gerencial e resistência, ativa ou passiva (Costas e Kärreman, 2013), ou seja, condições determinadas tanto por estruturas quanto pela agência humana (Jermier, Knights et al., 1994). Defende-se que tal dualidade pode ser capturada pela pesquisa científica mediante opções epistemológicas, ontológicas e metodológicas próprias, tais como propostas por Giddens (2003), Bourdieu (2012), Campione (2003), White (1993), Alvesson e Kärreman (2004) e Kärreman e Alvesson (2004), Sayer (2000), entre outras possibilidades. O objetivo consiste em debater ensaios e pesquisas empíricas sobre formas de poder e controle no cotidiano organizacional, considerando interações multiníveis e especificidades de espaço e tempo. São esperadas contribuições teóricas, empíricas e metodológicas produzidas a partir de escolhas de pesquisa adequadas ao objetivo, provenientes de diferentes matrizes teóricas, tais como: estudos culturais, simbolismo, abordagens psicanalíticas, ideologia, hegemonia, identidade, feminismo, diversidade nas organizações, responsabilidade social corporativa, pós-modernismo, pós-colonialismo, pós-estruturalismo, entre outras. O escopo do grupo trabalho é definido a partir da pesquisa em diferentes tipos de organização. Propomos incorporar trabalhos que abordem essas questões não apenas nas organizações empresariais, mas, sobretudo, nas organizações do Estado e da Sociedade Civil.

Referências

ALVESSON, M.; KÄRREMAN, D. Interfaces of control. Technocratic and socio-ideological control in a global management consultancy firm. Accounting, Organizations and Society, v. 29, n. 3–4, p. 423-444,  2004.  

BOURDIEU, P. O Poder Simbólico.  Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.   

CAMPIONE, D. Hegemonia e contra-hegemonia na América Latina. In: COUTINHO, C. N. e TEIXEIRA, A. P. (Ed.). Ler Gramsci, entender a realidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.  p. 51-66. 

COSTAS, J.; KÄRREMAN, D. Conscience as control – managing employees through CSR. Organization, v. 20, n. 3, p. 394-415, May 1, 2013 2013.  

EZZAMEL, M.; WILLMOTT, H. Accounting for Teamwork: A Critical Study of Group-based Systems of Organizational Control. Administrative Science Quarterly, v. 43, n. 2, p. 358-396,  1998.  

FARIA, J. H. Economia Política do Poder: As Práticas do Controle nas Organizações.  Curitiba: Juruá Ed., 2004.   

GIDDENS, A. A constituição da sociedade.  São Paulo: Martins Fontes, 2003.   

JERMIER, J. M.; KNIGHTS, D.; NORD, W. R. Introduction. In: JERMIER, J. M.;KNIGHTS, D., et al (Ed.). Resistance and Power in Organizations. London: Routledge, 1994. cap. 1, p.1-24. 

KÄRREMAN, D.; ALVESSON, M. Cages in Tandem: Management Control, Social Identity, and Identification in a Knowledge-Intensive Firm. Organization, v. 11, n. 1, p. 149-175,  2004.  

SAYER, A. Realism and Social Science.  London, Thousand Oaks, New Delhi: Sage, 2000.   

SEWELL, G. The Discipline of Team: The Control of Team-BAsed Industrial Work Through Eletronic and Peer Surveillance. Administrative Science Quarterly, v. 43, n. 2, p. 397-428,  1998.  

TOWNLEY, B. Foucault, Power/Knowledge, and Its Relevance for Human Resorce Management. Academy of Management Review, v. 18, n. 3, p. 518-545,  1993.  

WHITE, H. C. Markets, Networks and Control. In: LINDENBERG, S. M. e SCHREUDER, H. (Ed.). Interdisciplinary Perspectives on Organization Studies. Bingley, UK: Emerald Group Publishing Limited, 1993.  p.223-241.

Grupo de Trabalho 5

Organização e Práxis Libertadora

Coordenadores

Maria Ceci Misoczky (UFRGS)

Sueli Goulart (UFRGS)

Rafael Kruter Flores (UFRGS)

Steffen Böhm (University of Essex)

Descritor

O GT “Organização e Práxis Libertadora” tem os objetivos de refletir sobre as lutas sociais e problematizar a concepção hegemônica de organização. Não estamos interessados em contribuir para a gestão (management). Para explorar práticas organizacionais experimentadas pelos movimentos e lutadores sociais em diferentes contextos, tendo como perspectiva a construção de sujeitos coletivos na práxis libertadora, propomos uma definição provisória de organização: a organização é meio para a libertação, ela transforma a potência do povo em poder, ela se efetiva através de processos e práticas orientados pela razão estratégico-crítica (que não é razão instrumental) que se pauta pelo valor normativo da reprodução e pleno desenvolvimento da vida de todos. Essa proposição decorre dos trabalhos que temos realizado em nosso grupo de pesquisa e, de modo evidente, ecoa as formulações da Ética da Libertação de Enrique Dussel. Apresentamos a seguir linhas temáticas indicativas, não exclusivas, para a acolhida de trabalhos: 1. Organização de lutas sociais e práticas organizacionais de movimentos sociais populares; 2. Contribuições da tradição do pensamento social brasileiro e latino-americano para compreender as lutas sociais contemporâneas; 3. Estudos críticos do desenvolvimento - interfaces entre lutas sociais e oposição a projetos ditos de desenvolvimento, incluindo megaprojetos (de Belo Monte à Copa do Mundo); 4. Reflexões sobre os recentes levantes populares no Brasil, incluindo aspectos relacionados, p. ex., à organização e/ou espontaneidade e à criminalização dos lutadores sociais; 5. Cidades rebeldes: múltiplas faces da rebeldia no espaço urbano; 6. Educação e lutas sociais: demandas populares para o ensino superior público; articulações entre universidades e movimentos sociais; experiências educativas de movimentos sociais; e 7. Ética da libertação e produção do consenso dos subalternos.


Grupo de Trabalho 6

Poder, Trabalho e Subjetividade

Coordenadores

José Henrique de Faria (UFPR)

Deise Luiza da Silva Ferraz (UFMG)

Descritor

Este grupo tem por objetivo realizar uma reflexão crítica acerca das formas e relações de trabalho na sociedade contemporânea, com ênfase no controle social e no controle da subjetividade, partindo do desenvolvimento das forças produtivas desde a Organização Científica do Trabalho até a chamada produção flexível ou enxuta (toyotismo) e analisando suas repercussões no processo de trabalho, mediado por mecanismos explícitos e sutis, manifestos e ocultos de poder e controle. O objetivo do grupo é discutir as formas de controle sobre o processo de trabalho, ou seja, debater tanto os procedimentos explícitos de controle como os sistemas culturais, simbólicos e imaginários presentes no ambiente e discurso organizacional, os quais se manifestam como dominantes, hegemônicos e ideológicos, reproduzindo a lógica de dominação do capital sobre o trabalho. A proposta é a de promover uma discussão aberta e uma análise crítica das relações de trabalho na sociedade contemporânea, entendendo como a necessidade do controle do processo de trabalho sob o modo de produção capitalista engendra discursos e práticas organizacionais que condicionam os sujeitos trabalhadores a submeterem-se às formas de precarização oriundas da própria dinâmica do sistema de capital.

Palavras-chave

Processo de trabalho; relações de trabalho; reorganização produtiva; controle social; mecanismos de controle da gestão; relações de poder; subjetividade; precarização do trabalho.

Grupo de Trabalho 7

Políticas públicas e organização do campo da cultura

Coordenadores

Rosimeri Carvalho da Silva (UFRGS)

Eloise H. Livramento Dellagnelo (UFSC)

José Márcio Barros (PUC MG)

Descritor

Há 10 anos podemos observar no país o desenvolvimento de políticas culturais que são ditas como fundamentadas em um amplo conceito de cultura, as quais propõem uma nova atuação para o Estado na área. No bojo destas políticas foram desenvolvidos diversos programas, como Cultura Viva, Identidade e Diversidade Cultural, Cultura Afro-brasileira, Sistema Nacional de Cultura, entre outros. Estas políticas e seus desdobramentos têm produzido reflexos no campo da cultura que impactam a sua organização em diversos sentidos. Por um lado, alguns dos programas desenvolvidos parecem dar espaço e voz a grupos que anteriormente não eram considerados pelo Ministério da Cultura em suas políticas de apoio e financiamento, por outro, o MinC iniciou uma série de ações que visam especificamente a uma nova organização da administração pública e de suas relações com a sociedade civil no âmbito da cultura, notadamente a implantação do Sistema Nacional de Cultura e seus desdobramentos, sistemas estaduais e municipais; e componentes como planos de cultura, conselhos de políticas culturais, fundos de cultura, sistemas de informações e indicadores culturais. Os pesquisadores de diversas áreas vêm analisando e avaliando estas políticas e programas à medida que elas vêm se realizando. Parece-nos que passados 10 anos, este é um bom momento para uma reflexão sobre o impacto destas políticas na organização do campo da cultura. Interessa-nos, sobretudo discutir a dinâmica entre a organização do campo, e a implementação das políticas. Pensamos em questões como: Como estas políticas impactaram o campo, suas relações, seus agentes? Como se delinearam as políticas ao longo das mudanças políticas ocorridas no Ministério durante esse período? Boa parte dos programas propõe novas relações entre os entes federados, como se vem traçando estas relações? De que forma os agentes do campo se organizam para apresentar suas posições, defender seus interesses? O grupo é aberto a outras questões relacionadas ao tema central.

Grupo de Trabalho 8

Sexualidades, trabalhos e organizações

Coordenadores

Amanda Zauli (UnB)

Luiz Alex Silva Saraiva (UFMG)

Marcus Vinícius Soares Siqueira (UnB)

Descritor

O objetivo nesse grupo de trabalho é abrigar discussões relacionadas às sexualidades, ao trabalho e às organizações, destacando as relações de poder envolvidas. Entendemos que o discurso organizacional instrumentaliza as pluralidades existentes sob o argumento de que, nas organizações, as pessoas estão agrupadas em torno de um objetivo econômico, sendo esse contexto asséptico e desprovido de diferenças, inclusive de pensamento, visão que não considera que antes de uma lógica econômica, qualquer organização é, em essência, social. O resultado é que as diferenças, especialmente de fundo sexual, são tomadas como algo prejudicial, se não ameaçador, para o status quo. Nesse quadro, a sexualidade, tratada como tabu, e a situação se torna ainda mais complexa quando se trata da homossexualidade. Daí os espaços para outras sexualidades, e outras possibilidades no contexto organizacional serem tão restritas. As organizações temem, na análise do custo/benefício, perder mais do que ganhar ao assumir um papel mais aberto frente à diversidade sexual. Nesse contexto complexo, convidamos pesquisadores para construir coletivamente um espaço de problematização dessa dinâmica nas organizações, tendo como mote a questão do trabalho e das sexualidades, destacando a diferença, a diversidade sexual. São bem vindos artigos e discussões sobre as interfaces entre sexualidades, trabalho e organizações em temáticas como: desejos, prazer, masculinidades e feminilidades contemporâneas, heteronormatividade, sexualidades e identidades sexuais, heterossexismo, homossexualidade, bissexualidade e trabalho, sexo e poder, corpos e tabus sexuais nas organizações, poder e sexualidade, sadomasoquismo, espaços públicos, privados e sexualidade, preconceito, discriminação, violência física e simbólica associada à sexualidade, ativismo político-social em torno das sexualidades, sexualidades e trabalhos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e intersexuais nas organizações. Outras temáticas aqui não descritas ainda podem ser consideradas, desde que com interfaces com os estudos organizacionais.


Orientações para a submissão de artigos aos grupos de trabalho

§ Os trabalhos deverão ser encaminhados somente pelo e-mail da Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais (sobresorg@yahoo.com.br), com o título “Submissão de artigo – GT [número do grupo de trabalho]”.

§ Os artigos, propostos por professores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área de estudos organizacionais, serão analisados por uma comissão específica, composta por especialistas no tema do grupo de trabalho.

§ A apresentação de artigos nos grupos de trabalho e sua inclusão nos anais do I CBEO estão condicionadas à inscrição e ao pagamento das taxas do evento por pelo menos um dos autores.

§ Cada autor pode submeter, no máximo, dois artigos aos grupos de trabalho, sem diferenças entre autoria e coautoria.

§ Cada artigo deve ser submetido a apenas um grupo de trabalho.

§ As propostas serão avaliadas pela comissão científica considerando seu teor, relevância, contribuição para os estudos organizacionais e aderência à síntese do grupo de trabalho.

§ Os artigos devem ser inéditos, e assim permanecerem até o término do I CBEO.

§ Os textos devem ser redigidos em português, com redação e ortografia adequadas, pois a versão enviada será definitiva.

§ Os artigos devem ter a autoria definitiva no momento da submissão, pois não será permitida a inclusão de autores posteriormente.

§ Os artigos devem obedecer ao prazo definido no cronograma.

§ Os arquivos dos artigos enviados devem estar livre de vírus. Trabalhos eventualmente infectados serão excluídos do processo de avaliação.

§ Os textos devem ser redigidos em times new roman (tamanho 12) e apresentar no máximo 8.000 palavras, incluindo as referências.

§ A primeira página deve conter título, autoria (nome completo), instituição (por extenso), e-mail (de cada autor),  resumo (com cerca de 15 linhas), palavras-chave (de três a cinco) e corpo do texto, seguido de referências.

§ Notas de rodapé são aceitas, desde que sejam de teor explicativo, e usadas com parcimônia.

§ As referências devem ser feitas no corpo do texto,  obedecer à ABNT, limitando-se ao material citado no artigo.

§ A submissão de artigos ao grupo de trabalho não implica aceitação, tendo os grupos de trabalho autonomia no processo de seleção do material a ser publicado.

§ Para apresentação oral do trabalho será necessária a presença de, pelo menos, um de seus autores.

§ Terão direito a certificado de participação apenas os autores e coautores presentes, que tenham assinado a lista de presença na sessão de apresentação.

II. Publicação

Para serem publicadas nos anais do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais, os textos devem ser enviados em sua versão final, revisados pelos próprios autores, até a data limite prevista no cronograma. Os anais do I CBEO serão divulgados publicamente.

III. Inscrições e Tarifas

As inscrições para o I CBEO terão os seguintes valores (os valores incluem a inscrição para o evento e a associação automática pelo período de um ano):

Datas

Professores, Pesquisadores e Profissionais

Estudantes (Graduação, Mestrado, Doutorado)

Até 21 de outubro (2013)

R$ 350,00

R$ 150,00

Após 21 de outubro (2013)

R$ 450,00

R$ 200,00

Observações

§ As inscrições se referem ao evento. Despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação são por conta dos participantes. Em momento oportuno, serão disponibilizados no site do evento sugestões de deslocamento, alimentação e locais de hospedagem.

§ O pagamento deverá ser realizado por meio de depósito bancário, conforme instruções que serão dadas na carta de aceite do trabalho.

§ Os novos sócios, ou sócios que não estão em dia com a anuidade de 2013 devem observar as orientações no site  http://sobresorg.blogspot.com.br/ para se associarem e/ou regularizarem sua situação.

§ A anuidade é válida por um ano, até julho de 2014.

§ A inscrição no congresso só será confirmada após o pagamento da taxa de inscrição, conforme instruções que acompanharão a carta de aceite do trabalho.

IV. Cronograma atualizado do I CBEO

Atividade

Data final

Publicação da primeira convocatória

ü

Envio de proposta – Mini-cursos

ü

Envio de proposta – Mesa redonda

ü

Envio de proposta – Grupo de trabalho

ü

Resultados – Mini-cursos

ü

Resultados – Mesa redonda

ü

Resultados – Grupo de trabalho

ü

Publicação da segunda convocatória*

ü

Envio de trabalhos completos – Grupos de trabalho

20/09

Resultado – Trabalhos completos para Grupos de trabalho

07/10

Início das inscrições – com desconto

07/10

Solicitação – Lançamento de livros e revistas

15/10

Solicitação – Exposições, performances, apresentação de filmes e documentários

15/10

Término das inscrições – com desconto

21/10

Resultados – Lançamento de livros e revistas

22/10

Resultados – Exposições, performances, apresentação de filmes e documentários

22/10

Abertura do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais

11/12

Encerramento do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais

13/12

* A segunda convocatória será exclusiva para os trabalhos completos a serem encaminhados aos grupos de trabalho.

V. Casos Omissos

Casos não previstos nessa convocatória serão tratados diretamente com a comissão organizadora por e-mail sobresorg@gmail.com.

VI. Organização

O I CBEO  conta com uma Comissão Organizadora e com uma Comissão Científica, com a seguinte composição:

Comissão Organizadora

  • Augusto Cezar de Aquino Cabral (UFC) – Anfitrião
  • Francis Kanashiro Meneghetti (UTFPR) – Presidente da SBEO
  • Luiz Alex Silva Saraiva (UFMG) – Coordenador Geral

Comissão Científica

  • Ariston Azevedo (UFRGS)
  • Francis Kanashiro Meneghetti (UTFPR)
  • Michel Jean-Marie Thiollent (UNIGRANRIO)
  • Rafael Alcadipani (FGV/EAESP)
  • Rosimeri Carvalho da Silva (UFRGS)

Comissão Organizadora do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais

Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais

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Informações no site: http://sobresorg.blogspot.com.br/p/eventos.html

Saiba mais em: Comissão Organizadora do I Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais da Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais

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