quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fundo norte-americano volta a fazer proposta ao dono do Grupo Objetivo

Agora, o Apollo acredita que acena com um modelo mais ao gosto do empresário João Carlos Di Gênio


O fundo Apollo voltou a bater na porta de João Carlos Di Gênio, dono do Grupo Objetivo. Desta vez, os norte-americanos estão convictos de que chegam para ficar. Em vez da aquisição integral das ações – proposta rechaçada por Di Gênio na primeira investida, no ano passado – o private equity apresentou ao empresário um modelo de controle e gestão compartilhados.

A operação prevê a criação de uma empresa, com capital fifty to fifty, que passará a administrar a Universidade
Paulista (Unip) e as outras 46 faculdades do grupo.

O Apollo parece ter aprendido a lição com o primeiro "não" do empresário. No início de setembro de 2008, Di Gênio recusou uma oferta do fundo pelo controle do Objetivo, no valor de R$ 2,5 bilhões. Desta vez, os norte-americanos apresentaram um modelo adequado às pretensões do empresário. Além de manter o controle integral sobre as
unidades de primeiro e segundo graus do grupo, Di Gênio permanecerá no controle e na gestão das universidades,
como sempre quis.

Por outro lado, a associação com um investidor de porte, como o Apollo, fortalecerá os planos do empresário de retomar o processo de IPO do grupo.

O projeto voltará à mesa com duas possibilidades. Di Gênio tanto poderá abrir o capital da holding Objetivo, como estava originalmente previsto, como emitir ações da nova companhia.

Na visão do Apollo, não é apenas a mudança no formato da negociação que está dobrando a conhecida resistência de Di Gênio à chegada de um novo sócio. O empresário encontra-se diante de uma encruzilhada. Seus principais concorrentes ou se associaram a fundos de private equity ou aproveitaram o período de fartura das Bolsas de Valores.
O Objetivo não fez nem uma coisa nem outra, o que inevitavelmente o coloca em posição de desvantagem no que diz respeito a expansão e compra de ativos.

Di Gênio convive ainda com outro problema. Quanto mais o tempo passa, maior a sua dificuldade para equacionar
a sucessão do grupo. Sem herdeiros diretos, o que sempre contribuiu para aumentar a centralização do poder nas empresas, Di Gênio tem jogado suas fichas no sobrinho Fernando Di Gênio Barbosa, mais conhecido por sua atuação à frente das emissoras de rádio da família. Por sinal, Fernando, que vem ocupando um espaço cada vez maior no Objetivo, seria um dos maiores entusiastas da entrada de um sócio estratégico no grupo.

© Relatório Reservado

Fonte: Cidade BIZ
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