sexta-feira, 16 de abril de 2004

Santos é o Sétimo Mercado Consumidor de São Paulo

Santos é o Sétimo Mercado Consumidor de São Paulo
Entrevista concedida ao Jornal A Tribuna no dia 16/04/2004

Especialista em marketing explica como atrair clientela
Da Reportagem
  Qualidade no atendimento, boa localização e promoções. Essas são algumas das estratégias que os comerciantes e empresários podem usar para transformar em números reais o potencial de consumo projetado pela Target Marketing. A análise é do professor universitário especialista em marketing José Alberto Claro.
  ‘‘O empresariado deve estar estimulando a atratividade e tornar seus produtos o mais acessíveis possível, oferecendo o máximo de serviços, como estacionamento e segurança’’, avalia.
  De acordo com Claro, o potencial de consumo da Cidade projetado para 2004 (5 bilhões 157 milhões) é possível de ser alcançado. Mas, para isso, é necessário que o consumidor sinta que existe uma variedade de serviços e produtos.
  ‘‘Muitos dos consumidores santistas vão para São Paulo e acabam pagando mais caro por determinado produto por saber que terão uma variedade maior e um atendimento personalizado’’.
  Por outro lado, ainda de acordo com o especialista, o estreitamento da relação empresa/consumidor também atrai a clientela. ‘‘Numa cidade como Santos ainda há lojas em que os clientes conhecem os donos, são tratados pelo nome. É uma relação mais pessoal’’.

Pesquisa
 Santos é o 7º mercado consumidor de SP
Da Reportagem
Santos é o sétimo maior mercado consumidor do estado e ocupa a 20ª posição (entre os 5.560 municípios) no ranking de potencial de consumo do País, projetado pela Target Marketing a partir do Índice de Potencial de Consumo (IPC).
  Apesar da boa colocação, a Cidade perdeu uma posição em relação ao ano passado: era a sexta do estado e a 19ª no Brasil. A queda está diretamente ligada à perda de poder aquisitivo da população.
  ‘‘Em 2003, o IPC de Santos era 0,565. Para 2004, a projeção é de 0,54383. Isso não significa que piorou, mas que outras cidades aumentaram seu potencial de consumo. Geralmente, a perda de participação está atrelada à diminuição do poder de compra da população’’, explica o presidente da Target, Marcos Pazzini.
  Para entender o que o IPC da Cidade representa, Pa zzini exemplifica. ‘‘De cada US$ 100,00 (R$ 288,60, no dólar comercial/compra) gastos no País, US$ 0,54 (R$ 1,56) são gastos em Santos. Numa primeira olhada, pode parecer pouco, mas, somando todos os gastos nas categorias de produtos analisadas, vemos que o potencial de consumo de Santos, para 2004, é de R$ 5 bilhões 157 milhões’’.
  Publicado desde 1995, o IPC da Target mede a força de gastos de cada município no contexto nacional. Para isso, analisa dados estatísticos da quantidade de empresas por ramo de atividade e o potencial de consumo detalhado para 21 categorias de produtos.
  Na Cidade, por exemplo, para este ano, deverão ser consumidos R$ 314,5 milhões em transporte público; R$ 176 milhões em medicamentos e R$ 126,9 milhões com livros, material escolar, matrículas e mensalidades (veja quadro).
  O IPC é utilizado, ainda, para expansão de rede de lojas franqueadas, planejamento de propaganda ou mesmo para abertura de novas agências bancárias. De acordo com Pazzini, o IPC Target é uma medida de participação quantitativa. Ter um IPC alto significa ter um potencial de consumo de valor elevado. O consumo per capita também é analisado pela Target dentro do estudo Brasil em Foco, que projeta o IPC.
  ‘‘O consumo per capita/ano do Brasil é de R$ 6.210,00 enquanto que no Estado de São Paulo fica em R$ 8.282,00. Em Santos, esse consumo é de R$ 12.389,00. Isso significa que Santos tem características adequadas para comercialização de produtos diferenciados, que não enfoquem apenas o preço, mas a qualidade’’.
São Paulo
  Os paulistas dominam o ranking dos 100 primeiros colocados com 35 municípios. Além disso, também está no estado a maior parcela de consumo. Dos R$ 969,5 bilhões previstos para o território nacional, R$ 107,5 bilhões serão consumidos pelo estado.
  Embora alto, o número não é recorde. ‘‘Nossa moeda perdeu muito em relação ao dólar desde 1999. Para ter uma idéia, em 1995, o total de consumo urbano dos paulistas era de R$ 408,3 bilhões’’.
  Ainda segundo Pazzini, o domínio paulista no ranking vai ao encontro de que São Paulo contribui com a maior parcela do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. ‘‘O Estado de São Paulo é responsável por 32,8% de tudo o que é consumido no País’’.

Produtos
Consumo por categoria R$ milhões
Alimentação no domicílio 744.284
Alimentação fora do domicílio 181.864
Bebidas 73.950
Manutenção do Lar 1.003.257
Artigos de Limpeza 29.887
Mobiliários e artigos do lar 78.447
Eletrodomésticos e equipamentos 161.324
Vestuário confeccionado 139.035
Calçados 55.298
Outras despesas c/ vestuário 13.350
Transportes urbanos 316.094
Gastos com veículo próprio 206.346
Higiene e cuidados pessoais 71.913
Gastos com medicamentos 176.631
Outras despesas com saúde 270.496
Livros e material escolar 30.559
Matrículas e mensalidades 98.219
Despesas recreação e cultura 95.128
Despesas com viagens 95.999
Fumo 91.313
Outras despesas 1.219.926
Obs.: O consumo total é calculado a partir do consumo das classes sociais A, B, C, D e E, em Santos.
Fonte: Target Marketing.

Ranking
Os 20 primeiros colocados no ranking de potencial de consumo do Brasil:
São Paulo
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Curitiba
Brasília
Porto Alegre
Salvador
Fortaleza
Campinas
Recife
Guarulhos
Goiânia
S. Bernardo do Campo
Manaus
Belém
Santo André
São Gonçalo
Niterói
Ribeirão Preto
Santos
Fonte: Target Marketing.
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